Chipre, a Ilha de Afrodite – parte I

Comecei a trabalhar remotely logo que me mudei pra Cardiff, em setembro de 2015, porém só fiz a minha primeira viagem com o laptop á tira colo em junho de 2016, quando fui pra Itália. O motivo de nao – literalmente – viver com o pé na estrada é um só: o mestrado.

Cerca de duas semanas atrás, fui convidado pelo meu amigo J. – que tinha uma semana de férias programada no trabalho e queria viajar – a ir viajar com ele. Aceitei o convite e, gracas a EasyJet Holidays, encontramos um deal ótimo pra ir pro Chipre. Por apenas £249 por pessoa, reservamos voos de ida e volta, estadia em hotel 3 estrelas e o melhor, no estilo all-inclusive! Se voce nunca ouviu falar do Chipre, ele é um país-ilha entre a Turquia e o Egito, bem no meio do Mar Mediterrâneo.

Chipre (Cyprus) - ponto vermelho

Chipre (Cyprus) – ponto vermelho

A ilha de Chipre, como todo país europeu, é riquíssima no quesito história. Devido a sua proximidade com a Grécia, o Chipre sempre esteve envolvido nos affairs do Império Grego – falam a mesma língua, possuem costumes parecidos e compartilham da mesma mitologia.

Depois dos Gregos, a ilha foi tomada pelos Romanos, que governaram por muitos séculos, até a chegada dos Otomanos (hoje Turquia), que governaram até 1878, quando a ilha passou a ser governada pelo Império Britanico, da qual tornou-se independente em 1960, criando a moderna República do Chipre.

Os anos de independencia nao duraram muito, nao. Em julho de 1974, a ilha foi invadida novamente, dessa vez pela Turquia. Os turcos invadiram a ilha pelo lado norte, parte mais próxima á Turquia, e devido ao exército fraco do Chipre e da Grécia, que veio socorrer a ilha-irma, eles lá permaneceram. Do dia pra noite, a ilha foi divida entre norte e sul, turca e grega, e assim ela está até hoje.

Em 2002, quando o Chipre comecou a negociar sua adesao a Uniao Européia, cogitou-se a hipótese de reunificar a ilha. O projeto conseguiu o apoio da ONU, dos governos grego e turco, e também dos Estados Unidos. Em 2004, quando a ilha enfim juntou-se a UE, o governo turco arreou e nao cedeu controle, deixando apenas a parte grega da ilha entrar na UE.

Hoje, a parte sul, ou a República do Chipre, faz parte da UE e usa o euro como moeda oficial, enquanto a parte norte, ou República Turca do Norte do Chipre, continua ligada á Turquia e usa a lira. A imagem abaixo mostra perfeitamente onde os territórios se dividem.

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Pra compensar essa história turbulenta, a ilha do Chipre é um lugar incrível! Eu nao pude deixar de notar as semelhancas da ilha com coisas que vi na Grécia e em Malta, mas isso é devido ao fato deles todos serem geograficamente próximos.

Tá, e o que tudo isso tem a ver com a deusa Afrodite?

Diz a lenda que Afrodite nasceu na Ilha do Chipre, mas precisamente na cidade de Paphos (círculo vermelho no mapa acima), mas essa estória – e tudo que fiz por lá – fica pro próximo post.

4 anos fora de casa

Se nao fosse pelo Facebook Memories, eu nao teria me ligado que hoje, 2 de fevereiro de 2017, faz quatro anos que saí de casa pra passar um ano fora.

Ao invés de escrever um texto sentimental e cheio de cliches, dessa vez eu vou dividir algumas estatísticas e fatos que aconteceram comigo nesses 4 anos.

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Em 4 anos, eu:

• Visitei 24 países diferentes (todos na lista ‘Destinos’ do blog)
• Visitei 4 continentes (América do Sul, América do Norte, Europa e África)
• Visitei mais de 40 cidades diferentes
• Visitei 2 estados americanos
• Fui ao Brasil 3 vezes pra visitar a família
• Conheci mais um estado brasileiro (agora sao 5)
• Fiz check-in em mais de 30 aeroportos
• Fiz 3 mochiloes (mais de 3 destinos na mesma viagem)
• Fiz amizade com pessoas de vários países diferentes
• Fiz 5 tatuagens novas
• Vi os frutos do meu trabalho cruzarem fronteiras internacionais
• Dei uma palestra em ingles pra cerca de 50 pessoas
• Morei em 3 países (Irlanda, País de Gales e Itália)
• Morei em 4 cidades (Dublin, Sligo, Rimini e Cardiff)
• Morei em 7 casas diferentes
• Aprimorei meu ingles e tirei 7.5 no IELTS
• Comecei um mestrado em Design Gráfico
• Comecei a estudar italiano pra valer
• Escrevi mais de 400 posts aqui no blog
• Ganhei quase mil inscritos no YouTube
• Aprendi a andar de skate
• Aprendi a cozinhar pelo menos umas 10 receitas (bem feitas!)

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Nunca saberei ao certo, mas acredito que se eu nunca tivesse saído do Brasil, eu nao teria tido a oportunidade de vivenciar nem 1/3 dessa lista. E é isso que me dá forcas pra continuar vivendo fora, porque se eu for fazer uma lista de ‘coisas que eu perdi por estar morando fora’, ela seria MIL VEZES maior.

Que venham os próximos 4.

Relembre: 1 ano fora, 2 anos fora e 3 anos fora.

O Mundo Mágico de Harry Potter em Orlando – parte II

Já leu a parte I? Se nao, corre lá!

Surpreendentemente, nao teve fila nenhuma pra cruzar King’s Cross e chegar na Plataforma 9 3/4, e em menos de 15 minutos, estávamos sentadinhos dentro de uma das cabines do trem, que apitava e anunciava partida.

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O trem anda de verdade, mas ao invés de vermos a jornada pela janela, a gente assiste a um filme, saindo de King’s Cross, passando pelo centro de Londres, pelo interior, pelos rios da Escócia e finalmente, chegamos em Hogsweade, onde avistamos Hogwarts no horizonte, depois do lago, exatamente como no filme.

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Desembarcamos em Hogsmeade, que foi re-criada, assim como o Beco Diagonal, com toda a perfeicao possível. Logo ao desembarcar, avistamos o pub Tres Vassouras, que tem uma vista incrível de Hogwarts, ao fundo. Lá comemos uma tal de perna de peru defumada que, gente, era muito grande!

Roubada do Google, porque a foto tava muito grande e nao tirei foto

Roubada do Google, porque a foto tava muito grande e nao tirei foto

Almocados, continuamos nossa aventura passeando pelas ruas de Hogsweade. Hogsmeade nao é tao interativa quanto o Beco Diagonal, mas tem bastante coisa pra ver. Antes de irmos a Hogwarts, a gente foi na montanha-russa ‘Uma Jornada Proibida’, que foi sensacional!!! Depois dela, finalmente subimos a ladeira em direcao á Hogwarts.

Hogwarts é incrível! Eu imaginava que somente o exterior era perfeito, mas nao, o interior também é. O castelo todo foi desenhado pra que a experiencia comece logo no comecinho da fila. Sao vários quadros espalhados pelos halls, várias estátuas, várias salas. Conforme a fila anda, os quadros se mexem e conversam entre si. Passa-se pelas estátuas dos fundadores de Hogwarts, pelo quadro da Mulher-Gorda, pela entrada do escritório do Dumbledore. Como a fila estava andando rápido demais, teve coisa que quase passou batido pelos meus olhos. Parece besteira, mas queria ter ficado mais tempo nessa fila!

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Depois de uns 10 minutos andando pelos corredores de Hogwarts, chegamos no topo e embarcamos na montanha-russa que tem lá dentro. Como quase tudo no parque, a montanha-russa é interativa e passa um vídeo sobre Hogwarts no comeco e depois, sao vários loopings e giradas doida lá dentro, no escuro! Foi incrível demais!

Depois de ver tudo relacionado a Harry Potter, aproveitamos pra conhecer as ilhas de Jurassic Park, que foi maravilhosa demais, de Simpsons, Shrek e também a mais nova atracao do parque, a ilha do King Kong, que diga-se de passagem foi o único lugar que enfrentamos fila, cerca de 1h40.

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Ao sair do King Kong, por volta das 5h da tarde, 2h antes do parque fechar, tivemos que seguir caminho rumo ao aeroporto. Confesso, queria ter ficado mais e ter visto as outras atracoes também, principalmente a ilha da Marvel, mas nao deu. Vou ter que voltar, porque um dia só é pouco demais.

Eu queria muito, mas muito mesmo ter registrado tudo isso em vídeo, mas como nao podíamos entrar em atracao nenhuma com camera e estávamos de olho no relógio, acabei deixando a camera de lado e só tirando fotos com o celular.

O Mundo Mágico de Harry Potter em Orlando – parte I

Se tem uma coisa que eu nao nego nessa vida, é que sou um #PotterHead. Além dos livros e filmes, que guardo com todo o coracao e que já li, re-li, assisti e re-assisti inúmeras vezes, também possuo um monte de cacarecos relacionados ao universo do bruxinho, entre eles varinha, bonecos, cadernos, camisetas, revistas e até um cachecol da Grifinória!

Durante a adolescencia, essa febre Potteriana era bem mais forte, mas com o passar dos anos ela foi diminuindo e hoje eu já consigo passar em uma loja que vende itens relacionados a série e, se nao tiver podendo, apenas admirar e sair de maos abanando, coisa que era impossível entre os 14-21 anos.

Quando me mudei pra Irlanda, enfiei na cabeca que minha primeira viagem seria exclusivamente relacionada á Harry Potter e partí num ‘Harry Potter Tour’ pelas ruas de Edimburgo, na Escócia e em Londres, na Inglaterra. Escrevi tudo aqui no blog, incluindo detalhes sobre a atracao mais incrível, a visita ao Warner Bros Studios.

Estacao King's Cross

Estacao King’s Cross

Em 2014, fiz uma tatuagem pra celebrar o meu amor pela série e vou pra sempre levar o Harry comigo em forma de raio no meu dedo. Quando ‘Harry Potter and the Cursed Child’ foi anunciado, fui um dos primeiros sortudos a comprar ingresso pra ver a peca e, em julho de 2016, assisti ao espetáculo de mais de 3h de duracao contando a história 19 anos depois. Privilégio de poucos e, com toda a certeza, momento mais especial do meu 2016.

Mas a cereja do bolo mesmo, ainda estava faltando. Faltava visitar ‘O Mundo Mágico de Harry Potter’ em Orlando, que desde 2010, está na minha bucket list. Sempre muito realista, nao tinha planos de ir vistar tao cedo, mas gracas ao Skyscanner, encontrei passagens pro Brasil com uma longa conexao em Orlando e comecei a estudar a hipótese.

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Orlando é casa para vários parques temáticos, incluindo Disney World, Wet’n’Wild e SeaWorld, mas relacionados a Harry Potter só tem dois, o Universal Islands of Adventure, onde ficam Hogwarts e Hogsmeade, e o Universal Studios, onde ficam o Beco Diagonal e King’s Cross, incluindo a Plataforma 9 3/4, onde se é possível embarcar em um trem de verdade e cruzar de um parque a outro!

Com os voos já reservados, analisei a situacao e cheguei a conclusao de que, 12 horas de conexao em Orlando, eram sim suficientes pra conhecer os dois parques (Universal Studios e Islands of Adventure) e voltar pro aeroporto a tempo de pegar o voo pra Sao Paulo. Consegui convencer dois amigos americanos, que conheci em Sligo, mas que moram em Tampa, na Flórida, a irem comigo e fomos.

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Eles me pegaram no aeroporto de Orlando por volta das 8 da manha, e meia-horinha de estrada depois, estávamos na entrada do Universal Studios.

Era uma segunda-feira de manha e o parque nao estava lotado, mas como tínhamos uma missao em mente, nao nos deixamos abater pela quantidade incrível de atracoes disponíveis. Seguimos direto para o Beco Diagonal. Tudo foi criado exatamente como nos filmes, e como já estive no Warner Bros Studios, nao pude deixar de comparar. Em Londres, a gente só ve a parte externa das lojas, já em Orlando voce pode entrar em cada uma das inúmeras lojinhas, incluindo Olivaras Varinhas, Irmaos Wesley Joke Shop, Pet Shop e até a Borgin & Burkes!

Armário que o Draco usou pra trazer os comensais pra Hogwarts

Armário que o Draco usou pra trazer os comensais pra Hogwarts

Bem no meio do Beco Diagonal fica o incrível Banco de Gringotes, com um dragao branco enorme no topo, cuspindo fogo de verdade a cada 5 minutos. É no Banco de Gringotes que fica o único brinquedo do Beco Diagonal, uma montanha-russa chamada ‘Escapada de Gringotes‘. Infezlimente, nao pode levar camera, entao nao teve fotos. A fila estava super curta e em coisa de 15 minutos, já estávamos sentadinhos no carrinho.

Ele solta fogo de verdade!

Ele solta fogo de verdade!

Depois da aventura no banco, seguimos entrando em cada lojinha e por volta de quase meio-dia, morrendo de fome, resolvemos ir pra Plataforma 9 3/4, pegar o trem pra Hogwarts e almocar no Tres Vassouras, mas essa parte fica pro post II.

Florianópolis, a Ilha da Magia

Até os meus 20 anos, eu só conhecia o estado de Sao Paulo. Bauru (duh), várias cidades do interior, a capital e algumas praias do litoral. Quando completei 21, fui visitar um amigo em sua cidade natal, Curitiba, no Paraná. Foi minha primeira viagem inter-estadual, fui de busao e OMG como demorou pra chegar lá. Com 23, pouco antes de sair do Brasil e embarcar pra Irlanda, fiz um cruzeiro com uns amigos e conheci mais dois estados: Rio de Janeiro e Bahia.

Daí fui pra Irlanda, vim pro País de Gales e toda vez que conheco uma pessoa nova, tenho que passar pela ~vergonha~ de dizer que conheco mais da Europa do que do Brasil. Cansado dessa realidade, fiz um pacto comigo mesmo e resolvi que toda vez que eu for visitar minha família no Brasil, vou também fazer uma viagem por lá e conhecer um estado novo. Desse jeito, nao deixo de passar tempo de qualidade com eles e aproveito pra conhecer mais meu lindo país.

Como eu já havia comprado passagens para o Brasil há meses atrás, resolvi botar essa resolucao de vida em prática e, meio que sem consultar a família, reservei voos para mim e minha mae para visitarmos Florianópolis, capital de Santa Catarina.

Vista de um dos mirantes da ilha

Vista de um dos mirantes da ilha

Quando contei pra minha mae do feito, ela ficou tao feliz que acabou contagiando meu irmao também, que resolveu ir junto com a gente.

Voamos de Sao Paulo, na manha do dia 4 de janeiro, e voltamos na tarde do dia 8. Se pudesse, eu teria ficado muito mais, mas quando reservei as passagens utilizei minha mentalidade européia e achei que 4 dias seriam suficientes. Ledo engano, deveria ter ficado no mínimo uma semana.

Piscinas Naturais Barra da Lagoa

Piscinas Naturais Barra da Lagoa

Alugamos um carro no aeroporto mesmo e com a ajuda do Google Maps, rodamos a Ilha da Magia, como é conhecida pelos locais, inteirinha. Ficamos em um hostel bem família, na Praia do Campeche, mas só íamos lá pra dormir, porque passávamos o dia todo passeando pela ilha.

Floripa tem muita, mas muita coisa legal mesmo. Tipo, demais. Tem a Lagoa da Conceicao, a Lagoa e o Parque do Peri, Projeto Tamar, Projeto Lontra, matas e montanhas, mercadao municipal, dunas, Piscinas Naturais rodeadas por pedras, uma vilinha portuguesa super charmosa, e claro, muitas praias lindas.

Depois de 4 dias em Floripa, entendi porque a cidade é tao querida e tao disputada. Além de muito linda, seus habitantes sao muito educados e hospitaleiros. Já quero voltar!

Familia reunida <3

Familia reunida ❤

Um conto sobre azar e sorte

O ultimo post que escrevi aqui no blog foi a minha Retrospectiva 2016, que no finzinho do texto, eu digo que estou indo para o Brasil pra passar as festas e viajar com a familia. Pois bem, eu fui, e como quase tudo na minha vida, teve drama.

Nao foi drama de familia ou nada do genero, mas sim drama de acontecimentos fora do meu controle, de sorte – e falta de sorte.

O paranaue começou ao chegar no aeroporto de Guarulhos. Como minha familia não pode me buscar dessa vez, eu combinei com duas amigas (oi, Mas!) de me buscarem no aeroporto, passar a tarde juntos e depois me derem uma carona ate o ponto onde eu encontraria a carona pra Bauru. Ao desembarcar, mandei mensagem pra uma delas e disse que iria ao banheiro lavar o rosto e então sairia do aeroporto ao encontro delas.

Ao sair do banheiro, notei que havia esquecido meu celular e voltei correndo pra pegar. Não estava mais la. Entrei em desespero, e como não tinha como falar com ninguém, fiquei rodando pelo aeroporto feito bobo esperando o celular re-aparecer.

Uns 10 minutos depois, as meninas vieram ao meu encontro pra ver o porque de eu não ter aparecido ainda. Desesperado, expliquei a situação e elas tiveram a brilhante idea de me mandar procurar no ‘Achados e Perdidos’, ideia que eu achei quase ofensiva, de tao besta. Cedi, deixei as minhas coisas com elas e fui. Cheguei la todo suado, mas com ar nos meus pulmões (obrigado, CrossFit) e perguntei se alguém havia devolvido um iPhone SE Gold.

Pra minha surpresa, alguém o tinha devolvido e meu celular estava la. Bonitinho e sem um arranhão. Celebramos a vitoria, fomos almoçar e depois ainda passamos em uma dessas lojas de capinhas de celular de Sao Paulo e pedi pra colocarem aquelas proteções de vidro no celular. Elas me levaram ao ponto de encontro da carona como combinado, nos despedimos e segui viagem rumo a Bauru.

Meus dias em Bauru foram incriveis! Passei muito tempo de qualidade com minha familia, especialmente com meus sobrinhos. Vi uma penca de amigos. Brinquei muito com os cachorros, tomei muito sol e principalmente, comi muita comida boa.

Pra fechar a viagem ao Brasil com chave de ouro, uma semana antes de embarcar de volta, eu e minha familia fizemos uma viagem incrível pra Florianópolis. La, no auge da diversão e apenas 1 dia e meio antes de deixar a ilha, meu celular, récem-recuperado, sofreu uma queda monstra e quebrou a tela – que graças as Mas, estava com o vidro de proteção.

Sem mais danos, seguimos viagem ate Sao Paulo, me despedi de minha familia e embarquei pra Orlando, onde eu faria uma conexão gigante de 12h, mas que seria muito legal porque eu iria curtir o dia nos parques com dois amigos. Sai de Sao Paulo com a Delta Airlines e cheguei em Orlando são e salvo, as 7h da manha.

Ao chegar em Orlando, todo mundo, seja Orlando seu destino final ou não, deve passar pela alfândega e todas as malas devem sair do avião e, caso haja conexão, voltar. Retirei minha mala da esteira, passei pela alfândega e a entreguei nas maos do staff do aeroporto, que estavam fazendo a recolocacao das malas.

Eu ainda não sabia, mas foi a ultima vez que vi minha mala.

Meus amigos ja estavam me esperando no aeroporto e juntos, fomos passar um dia incrível nos parques da Universal, o Universal Studios e o Universal Islands of Adventure. Vou escrever post contando cada detalhe em breve, mas por ora vamos focar no drama.

No fim do dia, voltei pro aeroporto, fiz check-in novamente, dessa vez com a Virgin Atlantic e embarquei pra Londres. Cheguei em Londres por volta das 9h da manha de uma segunda-feira bem fria e depois de esperar uns 40 minutos pelas malas na esteira, notei que minha mala não havia chegado.

Situações assim sao comuns, então não me desesperei e segui o procedimento: reportei o acontecido, preenchi um formulário e fui pra casa. Pequeno detalhe que estava um frio do cacete e meu casaco estava na mala, junto com meu computador e hard-drive com TODOS OS ARQUIVOS do trabalho.

Dois dias se passaram e nada. O desespero começou a bater e comecei a ligar loucamente para a Virgin Atlantic UK, que estava responsável pela mala. Eles alegaram que a mala não havia entrado no sistema, logo eles nunca a receberam e, por isso não tinham responsabilidade sob a mesma, mas que por cortesia, iriam abrir um caso de investigação. Caso a mala não fosse encontrada, eu não poderia pedir reembolso pela Virgin.

Expliquei que, pelo fato da mala ter sido entregue ao staff do aeroporto, seguindo procedimento de segurança do mesmo, a mala obviamente não chegou no sistema. Ela havia sido esquecida pelo staff, devido a longa conexão, em algum cantinho escuro. Eles diziam entender, mas ninguém fazia nada, apenas checavam o sistema e mandavam emails pro aeroporto.

A Delta, por sua vez, dizia que a mala havia chegado ao destino correto, Orlando, e que dali ate Londres, mesmo que a mala tivesse sido despachada com destino Londres por eles, era responsabilidade da Virgin, que operou o segundo voo.

E eu ali, no meio das duas.

Cansado de ouvir, a mala não foi encontrada no sistema, resolvi tomar a frente e comecei a ligar em Orlando diretamente. Falei com ‘Achados e Perdidos’, TSA, segurança, Delta front desk, Virgin front desk e um monte de gente. Em Orlando, a minha estaria fez muito mais sentido, pois todo mundo sabia como o aeroporto funcionava e a única questão levantada era: quem foi o staff que operou o voo que voce chegou?

Dois dias intenso de ligações pra Orlando e pra Virgin Atlantic UK, a mala foi encontrada por um membro do staff do aeroporto e como eu havia dito um milhões de vezes, a mala foi esquecida em um quartinho escuro. A mala finalmente entrou no sistema, foi despachada pra Londres e chegou em Cardiff, inteirinha da Silva, na terça-feira 17 de janeiro, 8 dias depois de mim.

O que aprendi com isso tudo?

1) Coisas fora do nosso controle sempre acontecem.
2) Sou muito sortudo.
3) Ou Deus existe.

Retrospectiva 2016

It’s that time of the year again: retrospectiva do ano! Vamos recapitular?

Confira as retrospectivas de 2012, 2013, 2014 e 2015.

Janeiro
O primeiro mes do ano foi bem calmo pra mim, escrevi alguns posts interessantes aqui no blog e infelizmente, nao viajei pra lungar nenhum. Janeiro teria sido calmaria total, se nao fosse pelo fato de eu ter dado a primeira palestra da minha vida em ingles! Isso mesmo, eu fui convidado pra dar uma talk no Design Stuff Cardiff e voce pode conferir o vídeo aqui.

Fevereiro
Em fevereiro, entreguei o primeiro projeto grande do mestrado (que vale dizer, tirei distinction), contei pra voces o porque do País de Gales nao estar na Union Jack, celebrei 3 anos morando fora e viajei para a Finlandia, pra visitar a Bia – e o Papai Noel!

Marco
Comecei o mes celebrando 6 meses em Cardiff, seguido de uma viagem incrível pra Praga, na República Tcheca. Além disso, vi uma das minhas cantoras preferidas, Ellie Goulding, de pertinho e fiz minha tatuagem n.5.

Abril
Olhando na agenda, abril foi paradíssimo! Nada aconteceu. Olhando no blog, acho que eu estava numa crise de identidade e escrevi um post sobre a minha busca por um ninho.

Maio
Infelizmente, nao escrevi nada no blog, mas em maio eu visitei meus amigos e o pessoal da empresa em Sligo. Fiz tudo de surpresa, o que foi super legal! Contei apenas pra um amigo (que me cedeu o sofá) e fui. Também celebrei o fim do primeiro ano do mestrado e anunciei a minha viagem de verao aqui no blog.

Junho
Comecei junho celebrando 9 meses em Cardiff e fazendo as malas para 35 dias de muito sol e calor na Itália. Passei a maior parte desse tempo em Rimini, mas também visitei San Marino, um dos micro-estados europeus, e a Croácia. Viagens que vao ficar no coracao pra sempre. Também celebrei 4 anos de blog, com um sorteio aqui no blog! O mes acabou mal, com a decisao do Reino Unido de deixar a Uniao Européia.

Julho
Tive o prazer de celebrar meu aniversário na Itália, rodeado de novos amigos e num calor #Rio40Graus. Já de volta no Reino Unido, fui extra em uma série de TV filmada em Cardiff e dei uma esticadinha em Londres pra assistir Harry Potter and the Cursed Child, que diga-se de passagem, foi o ponto alto do meu ano!

Agosto
Como de costume, agosto foi dark. De férias do mestrado, sem nenhuma viagem marcada, procurando emprego feito doido – nada de legal aconteceu. Escrevi no blog a minha lista de 30 antes dos 30.

Setembro
Comecei o mes celebrando um ano em Cardiff, com um post super amor e ódio sobre a capital. Visitei os amigos em Sligo mais uma vez, mas dessa vez bem mais bem planejado! Também visite o Brecon Beacons, um dos 3 Parques Nacionais do País de Gales.

Outubro
Se nao fosse pelo Halloween, que me fantasiei de merman e passei muito frio, outubro teria sido mais chato que agosto. Rolou um monte de trabalho do mestrado e apenas um post aqui no blog, a lista de países que quero conhecer.

Novembro
Junto com novembro, o frio, a chuva e a escuradao chegaram em Cardiff. Pra escapar, fui pro Marrocos, no norte da África. Conheci Marrakech e Zagora, na boca do Saara. Também fiz outra tatuagem, que cobriu uma que eu nunca curti.

Dezembro
Comecei o mes voando pra Sligo, pra participar da Christmas Party da empresa. No dia 18, embarco pro Brasil, mas com paradinha de 6h em Orlando, na Flórida. Vou, com certeza, escrever aqui no blog sobre a experiencia.