Rimini, a Ibiza italiana

Rimini, cidade localizada na costa leste da Itália, na regiao da Emília-Romana, banhada pelo mar Adriático e considerada por muitos como a Ibiza italiana.

A fama de Ibiza italiana comecou na década de 60, quando Rimini passou por uma incrível revitalização que transformou a cidade em uma riviera, atraindo turistas de todas as regioes da itália e também de fora. O termo riviera é usado porque além das praias, Rimini também possui uma extensa rede de hotéis, pousadas, restaurantes, bares e diversas outras opçoes de entretenimento.

Pelo fato do mar Adriático ser mais calmo do que os outros mares que banham o continente europeu, a costa leste da Itália e a costa oeste do leste europeu (Croácia, Albania, Montenegro) são bem disputadas entre os turistas. Desse lado do país, Rimini é a praia mais bem desenvolvida, tornando a cidade a melhor opção de praia no mar Adriático.

Rimini

Todo verão, Rimini atrai cerca de 1 milhão de turistas, vindo de vários lugares do mundo. Depois dos italianos, os turistas mais comuns por aqui sao os alemães, russos e espanhóis.

A extensão da costa de Rimini é bem grande e não existem praias particulares, mas em contra-partida, os “bagnos”, áreas reservadas na praia com guarda-sols, cadeados, cadeiras de praia e opçoes de lazer, estão por toda a parte. O acesso aos bagnos é pago, mas o acesso ao mar é gratuito em toda a costa.

Estou em Rimini desde o dia 13 de junho e na primeira semana, não notei uma grande quantidade de turistas e até achei que a praia estava caída, pois nunca haviam mais de 20, 30 pessoas espalhadas pela praia. Porém, do dia 20 em diante a situação mudou totalmente, os bagnos ficaram lotados e turistas surgiram do nada em todos os lugares da cidade. Perguntei o porque aos meus flatmates e eles me disseram que é porque a temporada só começa com o início do verão, que oficialmente começou dia 21 de junho.

Agora, toda vez que vou até a spiaggia (praia em italiano) tenho que disputar espaço com os inúmeros turistas, que tomam conta da praia com suas toalhas. Depois de 3 anos morando na Irlanda/Reino Unido, desacostumei a ver homens de sunga curta desfilando na praia, fato que me readequei rapidinho if you know what I mean. A mulherada também não vergonha e top less rola solto.

Enfim, acho que já passei a ideia pra voces, agora vou voltar pra praia.

Obs: vídeo acima nao é meu.

6 monumentos dos tempos romanos em Rimini

Para os amantes de história e mitologia, como eu, a Itália é um prato cheio! Cada cidade e regiao desse país esconde tesouros históricos incríveis e Rimini nao é excessao a regra. No último post sobre a cidade eu falei um pouquinho sobre a influencia romana por aqui, mas nao detalhei muito. Nesse post eu quero detalhar e explorar com voces a Rimini Romana, ou seja, os 6 monumentos romanos ainda existentes na cidade.

Rimini foi fundada em 286 A.C. e em pouco tempo se tornou uma das cidades romanas mais importantes do império e como toda cidade romana, Rimini tinha riqueza e monumentos de sobra. Hoje, apenas 6 deles ainda estao de pé e eu tive o privilégio de visitar cada um.

1. Arco d’Augusto
Portao principal da cidade, construído em 27 A.C por ordem do Imperador Augustus. É feito de pedra istra e possui forte significado mitológico, com ilustracoes dos deuses Júpiter, Apollo e Juno.

Arco D'Augusto

Arco D’Augusto

2. Porta Montanara
Segundo portao da cidade, ligando-a ao Fórum e ao ‘Cardus Maximus‘ (estrada principal). Foi construído no Séc. I A.C, mas nao se sabe exatamente quando.

Porta Montanara

Porta Montanara

3. Fórum
Nos tempos romanos, o Fórum era o espaco mais importante de uma cidade. Era ali que os governadores, generais e o próprio imperador (quando visitava as cidades) faziam seus discursos e conversava com a populacao. O Fórum de Rimini foi construído logo depois da fundacao da cidade e hoje é conhecido como Piazza Tre Martiri.

Fórum - Circus Maximus

Fórum – Cardus Maximus

4. Ponte di Tiberio
Uma das pontes mais velhas do mundo, foi construída entre 14 e 27 A.C e foi um importantíssimo avanco na época, pois cruzava o entao rio Ariminus (Marecchia) e ligava Rimini ao restante do península.

Ponte di Tiberio

Ponte di Tiberio

5. Anfiteatro
Com o crescimento de Rimini, a tradicao romana do ‘pao e circo’ chegou por aqui e oferecer entretenimento ao povo tornou-se uma necessidade. Por ordem do Imperador Hadrian, o Anfiteatro foi construído no Séc. II D.C.

Anfiteatro

Anfiteatro

6. Casa do Cirugiao
Nos tempos romanos, a Casa do Cirurgiao era uma casa comum, recheada de artefatos, obras de arte e esculturars. A casa foi descoberta em uma excavacao moderna e exibe fielmente os 2 mil anos de história da cidade. Acredita-se que ali era a casa de um médico rico, devido a quantidade de instrumentos médicos encontrados, por isso o nome.

Casa do Cirurgiao

Casa do Cirurgiao

(Bonus) Museu da Cidade
O Museu da Cidade nao existia nos tempos romanos (óbvio), mas ele conta a história de Rimini desde sua fundacao e vale muito a visita. O ticket adulto custa €6 e o estudante, €4, mas se voce visitar em um quarta-feira, é gratuito.

Agora que voce já aprendeu e viu as fotos dos monumentos, vem explorar a cidade comigo em vídeo.

Primeiras impressões sobre Rimini

Se você me acompanha aqui no blog e/ou no Instagram (@rickmartins – segue lá), você sabe que eu estou em Rimini, na Itália. Vou passar um mês aqui, trabalhando remotamente (I love my job) e tentando a todo custo melhorar meu italiano. Aluguei um quarto em uma casa compartilhada com mais 4 italianos (obrigado, Airbnb) e se tudo der certo, quando eu voltar pra Cardiff estarei um pó migliore in italiano.

Rimini é uma cidade localizada na Emília-Romana italiana, de frente para o mar Adriático e é uma das cidades fundados pelos romanos mais importantes do mundo! A história da cidade data desde 800 A.C, período pré-romano, mas foi só em 286 A.C que a cidade foi oficialmente fundada pelos romanos e foi batizada de Ariminum, devido ao rio Ariminus (hoje Marecchia) que a corta.

Devido a sua localizacao privilegiada, Rimini logo se tornou uma das colonias romanas mais importantes da península e logo conquistou seu primeiro Fórum e o direito de se auto-governar, debaixo do Império Romano. Em 27 A.C o Arco D’Agosto foi erguido e hoje, mais de 2 mil anos depois, o arco continua de pé sendo o monumento romano inteiro mais velho do mundo. No mesmo ano, a Ponte di Tiberio também foi terminada, cruzando o entao rio Arminus.

Rimini nos tempos romanos

Rimini nos tempos romanos

Séculos depois da queda dos romanos, Rimini continou crescendo. A cidade passou por várias disputas e foi parte de vários reinos, incluindo o de Napoleão, que a conquistou em 1797. Em 1860, influenciada por um cidadão importante, Giuseppe Gariballdi, Rimini juntou-se ao recém-formado Reino da Itália.

Hoje a cidade é um complexo turístico (ou riviera, como os italianos a chamam) de aproximadamente 150 mil habitantes, com praias maravilhosas e com muitas opcões de lazer.

Cheguei aqui há 3 dias e estou adorando. Estou hospedado bem no meio do centro histórico, dentro da cidade murada. Levo cerca de 7 minutos para chegar ao centro e cerca de 15 minutos para chegar a praia. Já aprendi onde ficam os 6 monumentos romanos (foto) e vou fazer um vlog super legal mostrando todos eles pra vocês.

Fiquem ligados aqui no blog que em breve eu posto mais coisa legal sobre Rimini.

Fim do primeiro ano de mestrado e viagem de verão

E assim, como num passe de mágica e numa frase cliche, o tempo voou e o meu primeiro ano do mestrado chegou ao fim. Isso mesmo galera, o primeiro ano do curso ACABOU e eu estou de férias! Uhul!

Pra voce nao ficar confuso, vou explicar como as coisas funcionam.

Por aqui, o ano academico corresponde a 9 meses de aula (setembro a maio) e abrange 60 créditos. Cada crédito, equivale a 20h de estudo, divididos entre sala de aula, homework e trabalhos. No primeiro ano, estudei 3 módulos de 20 créditos cada e produzi 6 trabalhos grandes, sendo 3 escritos e 3 práticos. Além desses, rolaram pouquíssimos trabalhos menores e um ou outro artigo pra ler.

Quando comecei o mestrado (falei disso aqui), tinha na cabeca que minha vida viraria de cabeca para baixo e que eu teria MUITA coisa pra fazer, o que ~grazadeus~ nao aconteceu. Como o curso é focado na parte prática, a maiora dos meus créditos foram usados fazendo, re-fazendo, lapidando e polindo trabalhos.

No total, meu mestrado é composto por 180 créditos, sendo 60 no primeiro ano (que já foi), 60 no segundo ano (setembro/16 a maio/17) e 60 para o projeto final (junho a agosto/17). Quando voltarmos, em setembro, vamos passar por mais 3 módulos de 20 créditos cada e em seguida, sem férias, vamos produzir o trabalho final, fazendo o segundo ano ser um ano calendário, nao academico.

Deu pra entender?

summer-holiday

Pra celebrar o fim do primeiro ano e aproveitar as férias de verao sem aulas, vou botar o pé na estrada! Em alguns dias, embarco para a Itália. Vou passar um mes morando na cidade de Rimini, na costa leste do país, de frente para o Mar Adriático. Além de Rimini, pretendo conhecer Bolonha e Milao e mais dois países, San Marino e Croácia.

Itália, San Marino e Croácia

Itália, San Marino e Croácia

Essa vai ser a minha primeira grande viagem desde que me mudei para Cardiff e comecei a trabalhar remotamente e também será a primeira viagem que irei trabalhar enquanto viajo.

Desejem-me sorte!

Todos os caminhos levam à Roma – parte II

No 2º dia na cidade eterna saímos umas 09h do hostel e seguimos direto pro Foro Romano e pro Palatino. Como chegamos lá bem cedinho, ainda não estava lotado e deu pra ver tudo com bastante calma.

Tem gente que diz que o Foro Romano são apenas ruínas, o que é verdade, mas são ruínas com séculos e séculos de história e isso muda tudo!

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O Foro Romano foi um espaço muito importante no período do Império e era usado principalmente para fins religiosos e políticos. Era ali que o povo de Roma professava a sua fé e se envolvia com a política do estado. A participação do Foro atravessou os séculos e viu todas as faces de Roma. Nele existem templos aos deuses (Vênus, Juno e Saturno), templo aos semideuses (Castor&Polox e Rômulo), templo aos imperadores e até uma igreja cristã.

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Uma saladona de crenças e poderes.

Os templos estão bem em ruínas mesmo, mas não deixam de ser magníficos. O templo de Saturno fica bem no fundo e ainda preserva umas 3 colunas originais, de mais de 2 mil anos e algumas inscrições nas pedras. Já o templo de Rômulo é um dos mais preservados e também, um dos mais adorados, porque afinal foi ele quem fundou Roma!

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Dentro da área do Foro Romano fica o Palatino, que é uma grande área verde, uma espécie de bosque, onde ficava o Palácio Imperial, que infelizmente está em ruínas e a Arena Palatino, que ainda está lá.

O interessante da arena é que ela é baseada nos ginásios gregos e seguia os mesmos propósitos: jogos e treinamentos de cavalos.

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Dali seguimos pro Panteão, que ficava a uns bons quilômetros de distância e como estávamos possuídos por um espírito aventureiro, fomos a pé. No caminho vimos a Arena Sacra, que também tinha fins religiosos e a Piazza Navona, que tem uma fonte linda e abriga uma feira ao ar livre bem legal.

Quando chegamos ao Panteão eu quase não acreditei. Se você não sabe, o Panteão é o único templo dos deuses antigos que ainda está de pé em Roma. A religião romana antes do cristianismo era politeísta, ou seja, eles tinham vários deuses e o Panteão era o único templo onde qualquer deus poderia ser adorado.

Era tipo um templo eclético.

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Quando o cristianismo subiu ao poder e os cristãos resolveram destruir tudo que não adorava o seu deus, eles decidiram manter o Panteão, só que em uma versão convertida. E é por isso que não tem graça entrar nele, pois lá dentro é uma igreja católica normal.

Onde ficavam os deuses, agora ficam os santos católicos.

Do Panteão seguimos à Fontana Di Trevi que não fica tão longe e é bem facinho de chegar se você seguir as placas.

Viramos uma ruela e quando demos de cara com a tal da fonte foi impossível não soltar um “uow”! É simplesmente a fonte mais linda que já em toda a minha vida!

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Seguimos andando em direção ao destino final do dia, que já estava quase acabando e o destino era a Piazza del Popolo. Particularmente, eu não dava nada pro tal do Popolo, mas como “não dar nada” não se aplica à Roma, acabei me surpreendendo.

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A piazza é bem grande e tem um obelisco egípcio gigante exatamente no seu centro. O obelisco está rodeado por quatro fontes leões egípcios jorrando água cristalina e potável. À sua esquerda, bem afastado fica uma fonte com Netuno e dois homens e à sua direita fica (ao que me pareceu) uma estátua e fonte de Belona, deusa da estratégia de guerra (que na mitologia romana não pertence a Minerva/Athena), com duas mulheres.

Ficamos ali um bom tempo apreciando a beleza e observando os romanos locais. Eles vão ali pra comer, encontrar os amigos (é bem cheio de adolescentes barulhentos) e também pra tirar uma soneca nos bancos.

Depois dali andamos mais um bocado e em cada esquina Roma nos reservava alguma surpresa e algum tipo de colírio aos olhos. Isso vale pros romanos também, ok?

Todo mundo que já visitou Roma disse que a Fontana Di Trevi deve sim ser vista de dia, mas que é imperdível a noite. Então, resolvemos voltar e foi aí que algo engraçado aconteceu.

Encontrei os dois americanos que dividiram o quarto comigo lá em Veneza e que deixaram o hostel em direção a Firenze no meu 2º dia.

What a coincidence!

Voltando à Fontana, ela é simplesmente magnífica durante a noite. Linda demais!

Uma observação final: o motto romano SPQR (Senatus Populesque Roma – O Senado e o Povo de Roma), que é usado desde os tempos dos deuses, está presente em praticamente todos os lugares da cidade.

O 3º dia em Roma ficou reservado para dar um pulinho lá na casa do Papa. Nem sou católico, mas eu não poderia perder essa, né?

Todos os caminhos levam à Roma – parte I

Roma, Roma, Roma! Tem gente que diz que ninguém pode morrer sem conhecer a capital da Itália e também centro do poder do maior Império que esse mundo já viu. Roma já foi “dona” de mais de 80% do mundo conhecido na época do Império e foi responsável pelo nascimento de 46 países, inclusive já ditou as regras lá na terra dos ingleses. Na real, poucos países no mundo não tiveram uma invasão romana ou sofreram influência deles na sua história.

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A grande diferença dos romanos para os gregos é que os romanos foram muito mais “sangue no zóio” do que os gregos, que gostavam de pensar.

Roma sempre me fascinou e finalmente, chegou o grande dia de conhecê-la.

Deixamos Firenze às 9h30 do 7º dia de viagem e fomos de Trenitália, em uma viagem interminável de 3h. Nem parece tanto assim, eu sei, mas quando se sofre de ansiedade aguda como eu, isso é uma eternidade. Aliás, grazie Tiziano Ferro que me acompanhou no iPod.

Chegamos em Roma um pouco mais de 12h e fomos direto pro hostel, que era perto da estação e deixamos as nossas mochilas.

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Como já era hora do almoço (e estávamos famintos) resolvemos comer antes de começar a andança, que, por termos só a parte da tarde, tinha como objetivo: Coliseu, Palatino e Foro Romano.

No caminho pro Coliseu encontramos uma restaurantinho de esquina e comemos uma pizza sanduíche MARAVILHOSA que custou só € 4 e o detalhe especial foi que fizemos isso tendo as costas do Coliseu como vista. Muito amor, muito luxo.

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Assim que avistei a entrada do Coliseu eu voltei a ser criança e até saquei a minha caneta pra brincar de Guerreiro Romano! Como ele é incrível, imponente e muito, muito lindo! Estava bem cheio de turistas, mas bem longe da quantidade de Veneza.

O ticket, que vale pros 3 (Coliseu, Foro e Palatino) me custou € 7,50 por ser menor de 25 anos e cidadão UE, mas pra geral custa € 12.

Ficamos pouco menos de 2h dentro do Coliseu e cara, eu parecia pinto no lixo. Cada detalhe, cada tijolinho, cada pedaço em ruína me fazia pirar. É impossível não entrar lá e sentir uma energia diferente. Até foto de guerreiro eu tirei!

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Acredito que por conta do filme “Gladiador”, eu imaginava o Coliseu como uma arena com um campo aberto dentro, mas não é assim. Onde devia existir o campo aberto (como no filme), existe uma arena cheia de labirintos, acredito que pra dificultar ainda mais a vida dos gladiadores.

Imagine um gladiador fugindo de um leão ali?

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Tinha umas excursões escolares fazendo a visita e sem brincadeira, eu senti inveja deles. Eles estavam simplesmente tendo uma aula de história onde a história aconteceu. Eles devem ter achado super boring, aula em dia de excursão, mas eu morri de inveja.

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O Arco di Constantino é incrivelmente maravilhoso, mas como quase tudo nessa Itália, estava em restauração e estava lotado de andaímes.

Depois do Coliseu fomos ao Foro Romano, mas demos de cara com o portão, pois já passava de 15h30 e a entrada é permitida só até as 15h30.

Como o Foro “miou”, fomos andar mais por ali perto e visitamos o Circus Maximus, arena onde os gladiadores eram treinados, criminosos executados e grandes anúncios feitos, uma coisa bem romana. Me decepcionei um pouco, porque está tudo em renovação e eu vi mais andaíme do que ruína.

Dali seguimos pro “Monumento a Victorio Emmanuele” e cara, que lugar maravilhoso! Que arquitetura, que beleza! O local é fechado ao público, mas é sensacional mesmo assim, vendo de fora. O detalhe das estátuas, das fontes e até da lança dos portões é indescritível.

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Pertinho dali fica a Colonna Traiana e os Foros: Traiano, di Augusto e di Cesare. Gente, o que são os foros! Ruínas de séculos e séculos atrás, bem ali, no meio da cidade. Cada um dos foros tem sua própria história, por exemplo: o “di Augusto” era usado para os discursos para o povo e celebrações religiosas e o de Cesare era usado pra fins do senado e para o próprio César discursar.

Emocionante, não?

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A essa hora do dia a criança aqui já estava cansada de andar, brincar de romano e bancar de sabichão explicando tudo que podia e quando Apolo trouxe o pôr-do-sol e a noite, seguimos pro hostel.

No caminho ainda conhecemos a Piazza della Repubblica (que fica linda a noite) depois compramos comida e caímos na cama.

O 2° dia na cidade ficou reservado pra voltar ao Foro Romano (pra dessa vez entrar) e pra ver mais um monte de coisas legais.

Pisa e a torre torta

Reservamos o 3° dia na Toscana pra conhecer a cidade de Pisa, onde fica a famosa torre torta italiana. A torre pendente foi construída em 1174 e foi projetada pra ser pendente (não tanto) ao sudeste, mas devido a um erro de cálculo e a um solo arenoso, ela se inclinou bem mais e a sudoeste. Totalmente inesperado e foi o inesperado que a transformou na maior atração de Pisa.

Pegamos o trem na estação central de Firenze e em menos de 1h, descemos em Pisa. Logo na saída da estação tem uma piazza que abriga a feirinha mais gostosa que vi na Itália. Acabei comprando um sfogliete calda, que é uma espécie de pastelzinho de belém com recheio de laranja e ricota, que ó…uma maravilha (coxinha italiana com a mão).

O caminho até a torre era “longo” e durou cerca de 25 minutos, o que nem vimos passar devido a quantidade de coisas legais que acabamos vendo pelo caminho.

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Pisa é uma cidade pequena, com apenas 85mil habitantes, mesmo tamanho de Galway. Além do mesmo tamanho, Pisa me lembrou bastante de Galway, devido ao clima universitário e as ruelas velhas e de paralelepípedo.

A Universidade de Pisa fica bem no meio do centro histórico, que fica lotado de estudantes o dia todo.

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Quando finalmente chegamos na tal torre, deu uma pontinha de decepção, porque ela é bem menor do que eu imaginava, mas mesmo assim ela é muito linda e claro, muito torta!

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Não subi na torre, porque custava absurdos € 18 e meu turismo lowcost não me permitiu essa extravagância.

Ficamos por ali mais ou menos 1h, tirando fotos, testando ângulos e rindo da cara dos japoneses. Vem cá, vocês também não acham que todo japonês é engraçado?

Terminamos o dia em Pisa comendo um sanduíche e um doce de amêndoa que era tão ruim que fui obrigado a alimentar os pombos.

Chegamos em Firenze de novo por volta das 16:30 e aproveitamos os últimos raios de sol pra ver um pouco mais da beleza da cidade dos Fiorentinos e nos despedir da Toscana.

A próxima parada é Roma!