Florianópolis, a Ilha da Magia

Até os meus 20 anos, eu só conhecia o estado de Sao Paulo. Bauru (duh), várias cidades do interior, a capital e algumas praias do litoral. Quando completei 21, fui visitar um amigo em sua cidade natal, Curitiba, no Paraná. Foi minha primeira viagem inter-estadual, fui de busao e OMG como demorou pra chegar lá. Com 23, pouco antes de sair do Brasil e embarcar pra Irlanda, fiz um cruzeiro com uns amigos e conheci mais dois estados: Rio de Janeiro e Bahia.

Daí fui pra Irlanda, vim pro País de Gales e toda vez que conheco uma pessoa nova, tenho que passar pela ~vergonha~ de dizer que conheco mais da Europa do que do Brasil. Cansado dessa realidade, fiz um pacto comigo mesmo e resolvi que toda vez que eu for visitar minha família no Brasil, vou também fazer uma viagem por lá e conhecer um estado novo. Desse jeito, nao deixo de passar tempo de qualidade com eles e aproveito pra conhecer mais meu lindo país.

Como eu já havia comprado passagens para o Brasil há meses atrás, resolvi botar essa resolucao de vida em prática e, meio que sem consultar a família, reservei voos para mim e minha mae para visitarmos Florianópolis, capital de Santa Catarina.

Vista de um dos mirantes da ilha

Vista de um dos mirantes da ilha

Quando contei pra minha mae do feito, ela ficou tao feliz que acabou contagiando meu irmao também, que resolveu ir junto com a gente.

Voamos de Sao Paulo, na manha do dia 4 de janeiro, e voltamos na tarde do dia 8. Se pudesse, eu teria ficado muito mais, mas quando reservei as passagens utilizei minha mentalidade européia e achei que 4 dias seriam suficientes. Ledo engano, deveria ter ficado no mínimo uma semana.

Piscinas Naturais Barra da Lagoa

Piscinas Naturais Barra da Lagoa

Alugamos um carro no aeroporto mesmo e com a ajuda do Google Maps, rodamos a Ilha da Magia, como é conhecida pelos locais, inteirinha. Ficamos em um hostel bem família, na Praia do Campeche, mas só íamos lá pra dormir, porque passávamos o dia todo passeando pela ilha.

Floripa tem muita, mas muita coisa legal mesmo. Tipo, demais. Tem a Lagoa da Conceicao, a Lagoa e o Parque do Peri, Projeto Tamar, Projeto Lontra, matas e montanhas, mercadao municipal, dunas, Piscinas Naturais rodeadas por pedras, uma vilinha portuguesa super charmosa, e claro, muitas praias lindas.

Depois de 4 dias em Floripa, entendi porque a cidade é tao querida e tao disputada. Além de muito linda, seus habitantes sao muito educados e hospitaleiros. Já quero voltar!

Familia reunida <3

Familia reunida ❤

Um conto sobre azar e sorte

O ultimo post que escrevi aqui no blog foi a minha Retrospectiva 2016, que no finzinho do texto, eu digo que estou indo para o Brasil pra passar as festas e viajar com a familia. Pois bem, eu fui, e como quase tudo na minha vida, teve drama.

Nao foi drama de familia ou nada do genero, mas sim drama de acontecimentos fora do meu controle, de sorte – e falta de sorte.

O paranaue começou ao chegar no aeroporto de Guarulhos. Como minha familia não pode me buscar dessa vez, eu combinei com duas amigas (oi, Mas!) de me buscarem no aeroporto, passar a tarde juntos e depois me derem uma carona ate o ponto onde eu encontraria a carona pra Bauru. Ao desembarcar, mandei mensagem pra uma delas e disse que iria ao banheiro lavar o rosto e então sairia do aeroporto ao encontro delas.

Ao sair do banheiro, notei que havia esquecido meu celular e voltei correndo pra pegar. Não estava mais la. Entrei em desespero, e como não tinha como falar com ninguém, fiquei rodando pelo aeroporto feito bobo esperando o celular re-aparecer.

Uns 10 minutos depois, as meninas vieram ao meu encontro pra ver o porque de eu não ter aparecido ainda. Desesperado, expliquei a situação e elas tiveram a brilhante idea de me mandar procurar no ‘Achados e Perdidos’, ideia que eu achei quase ofensiva, de tao besta. Cedi, deixei as minhas coisas com elas e fui. Cheguei la todo suado, mas com ar nos meus pulmões (obrigado, CrossFit) e perguntei se alguém havia devolvido um iPhone SE Gold.

Pra minha surpresa, alguém o tinha devolvido e meu celular estava la. Bonitinho e sem um arranhão. Celebramos a vitoria, fomos almoçar e depois ainda passamos em uma dessas lojas de capinhas de celular de Sao Paulo e pedi pra colocarem aquelas proteções de vidro no celular. Elas me levaram ao ponto de encontro da carona como combinado, nos despedimos e segui viagem rumo a Bauru.

Meus dias em Bauru foram incriveis! Passei muito tempo de qualidade com minha familia, especialmente com meus sobrinhos. Vi uma penca de amigos. Brinquei muito com os cachorros, tomei muito sol e principalmente, comi muita comida boa.

Pra fechar a viagem ao Brasil com chave de ouro, uma semana antes de embarcar de volta, eu e minha familia fizemos uma viagem incrível pra Florianópolis. La, no auge da diversão e apenas 1 dia e meio antes de deixar a ilha, meu celular, récem-recuperado, sofreu uma queda monstra e quebrou a tela – que graças as Mas, estava com o vidro de proteção.

Sem mais danos, seguimos viagem ate Sao Paulo, me despedi de minha familia e embarquei pra Orlando, onde eu faria uma conexão gigante de 12h, mas que seria muito legal porque eu iria curtir o dia nos parques com dois amigos. Sai de Sao Paulo com a Delta Airlines e cheguei em Orlando são e salvo, as 7h da manha.

Ao chegar em Orlando, todo mundo, seja Orlando seu destino final ou não, deve passar pela alfândega e todas as malas devem sair do avião e, caso haja conexão, voltar. Retirei minha mala da esteira, passei pela alfândega e a entreguei nas maos do staff do aeroporto, que estavam fazendo a recolocacao das malas.

Eu ainda não sabia, mas foi a ultima vez que vi minha mala.

Meus amigos ja estavam me esperando no aeroporto e juntos, fomos passar um dia incrível nos parques da Universal, o Universal Studios e o Universal Islands of Adventure. Vou escrever post contando cada detalhe em breve, mas por ora vamos focar no drama.

No fim do dia, voltei pro aeroporto, fiz check-in novamente, dessa vez com a Virgin Atlantic e embarquei pra Londres. Cheguei em Londres por volta das 9h da manha de uma segunda-feira bem fria e depois de esperar uns 40 minutos pelas malas na esteira, notei que minha mala não havia chegado.

Situações assim sao comuns, então não me desesperei e segui o procedimento: reportei o acontecido, preenchi um formulário e fui pra casa. Pequeno detalhe que estava um frio do cacete e meu casaco estava na mala, junto com meu computador e hard-drive com TODOS OS ARQUIVOS do trabalho.

Dois dias se passaram e nada. O desespero começou a bater e comecei a ligar loucamente para a Virgin Atlantic UK, que estava responsável pela mala. Eles alegaram que a mala não havia entrado no sistema, logo eles nunca a receberam e, por isso não tinham responsabilidade sob a mesma, mas que por cortesia, iriam abrir um caso de investigação. Caso a mala não fosse encontrada, eu não poderia pedir reembolso pela Virgin.

Expliquei que, pelo fato da mala ter sido entregue ao staff do aeroporto, seguindo procedimento de segurança do mesmo, a mala obviamente não chegou no sistema. Ela havia sido esquecida pelo staff, devido a longa conexão, em algum cantinho escuro. Eles diziam entender, mas ninguém fazia nada, apenas checavam o sistema e mandavam emails pro aeroporto.

A Delta, por sua vez, dizia que a mala havia chegado ao destino correto, Orlando, e que dali ate Londres, mesmo que a mala tivesse sido despachada com destino Londres por eles, era responsabilidade da Virgin, que operou o segundo voo.

E eu ali, no meio das duas.

Cansado de ouvir, a mala não foi encontrada no sistema, resolvi tomar a frente e comecei a ligar em Orlando diretamente. Falei com ‘Achados e Perdidos’, TSA, segurança, Delta front desk, Virgin front desk e um monte de gente. Em Orlando, a minha estaria fez muito mais sentido, pois todo mundo sabia como o aeroporto funcionava e a única questão levantada era: quem foi o staff que operou o voo que voce chegou?

Dois dias intenso de ligações pra Orlando e pra Virgin Atlantic UK, a mala foi encontrada por um membro do staff do aeroporto e como eu havia dito um milhões de vezes, a mala foi esquecida em um quartinho escuro. A mala finalmente entrou no sistema, foi despachada pra Londres e chegou em Cardiff, inteirinha da Silva, na terça-feira 17 de janeiro, 8 dias depois de mim.

O que aprendi com isso tudo?

1) Coisas fora do nosso controle sempre acontecem.
2) Sou muito sortudo.
3) Ou Deus existe.

A tal da ansiedade

Sofro de ansiedade crônica. Daquelas que não me deixa dormir, que não me deixa concentrar-me no trabalho, que detona meu relógio biológico, que me faz sonhar acordado e que fode com minha pele. Um saco, pra falar a verdade.

O Livin’ La Vida…Rick! mesmo, só nasceu por causa da minha ansiedade. A desculpa de compartilhar tudo que eu estava passando, ajudar outros intercambistas e escrever um ‘livro de memórias online‘ até existia, mas a razão principal foi ansiedade e nada mais.

Escrever sobre o que me deixa ansioso me faz sentir-me, de alguma forma, mais próximo do objeto da ansiedade e o torna mais real, mais palpável.

Coisa de louco, eu sei.

ansiedade

Engraçado que, em novembro de 2012, 69 dias antes de eu embarcar pra Irlanda, escrevi um texto falando exatamente sobre meus problemas de ansiedade. Naquele dia eu estava lidando com a minha ansiedade em ir pra Irlanda, hoje eu tenho que lidar com a minha ansiedade em 1) ir pro Brasil, 2) passar um dia em Nova Iorque e 3) me mudar pro País de Gales.

O countdown no celular marca 70 e poucos dias para o último dia no trabalho e início dessa nova aventura, mas cá entre nós, por mim eu pulava pro dia 31 de julho de uma vez. Brincadeira, assim como fiz em 2012, estou focando em curtir as últimas semanas em Sligo, curtir meus amigos, curtir comer as comidas locais que gosto, curtir a paz do rio Garavogue, curtir as praias e as montanhas.

A tarefa está difícil e por isso escrevo, pra ver se ao menos assim, enchendo o blog com a minha ansiedade, ela diminui.

Voando pra casa

Pra quem postou, dias atrás, que o blog ia entrar em hiato, eu até que estou postando bastante, né?

O motivo desses posts inesperados é bem simples: nos últimos dias, coisas legais – e inesperadas – aconteceram. Como por exemplo, uma super promoção da American Airlines para vôos pro Brasil.

Rá.

Venho pensando em comprar passagens para o Brasil há um bom tempo, mas não encontrava passagens em conta de jeito nenhum. Meu plano inicial era ir para o natal, mas como o mestrado começa em setembro e eu não faço a menor ideia de como será a minha vida depois que ele começar, achei arriscado demais comprar pra essa data, o que aperta o calendário, já que estamos em meados de março.

Acabei comprando passagens para agosto, o que é perfeito, pois finalizo meu trabalho aqui em Sligo no fim de julho, passo o mês de agosto no Brasil e volto em setembro, direto pra Cardiff e pra vida nova.

Vai ser tipo janeiro em setembro.

Como ainda não existem vôos diretos Irlanda/Brasil, a escala do vôo que comprei é em Nova Iorque e por sorte, ou não, com janela de 11h na ida e 13h na volta. Ambas durante o dia.

Ainda estou pesquisando certinho, mas acho que vai dar pra dar um rolê por Manhattan nessas janelas.

Como nem tudo são flores…pra voar pros EUA, mesmo que só por escala, é preciso ter visto, o que impede a maioria dos brasucas de fazer esse trecho. Todavia, como eu vou voar com meu passaporte italiano, que faz parte do Visa Waiver Program, não precisarei tirar visto, apenas aplicar online para o ESTA…mas isso fica pra um próximo post.

Te vejo em 124 dias, terrinha. ❤

Meu Brasil, brasileiro – parte II

Acredito que voce já tenha lido a parte I, certo? Entao agora vamos ao que realmente interessa e que motivou esse post a ser escrito: as perguntas!

Será que eu vou me sentir em casa?
Assim que cheguei na minha casa, em Bauru, eu me senti em casa, mas foi um “em casa” meio mais ou menos, já que eu sabia que estava de férias e o quarto que fiquei, que já foi meu quarto um dia, é hoje o quartinho de bagunca da casa. Minhas roupas ficaram na mala e o espaco do quarto estava limitado, reforcando o sentimento de “estou de férias na casa da minha mamys”.

Será que eu não vou querer voltar?
Eu queria ficar mais alguns dias, pois 15 dias é muito pouco, mas em nenhum momento me passou a ideia de voltar a morar lá.

Será que eu me sentirei deslocado com meus amigos?
Esse assunto renderia um post enorme que poderia até conter indiretas, mas nao vai valer a pena. Me senti deslocado sim. Nao entendia dos assuntos que falavam, nao estava por dentro das conversinhas, piadinhas e briguinhas e acima de tudo, aprendi que ninguém é insubstituível. A vida continua e mais dia, menos dia, alguém substítui uma posicao que voce usufruia antes. Nao culpo ninguém, porque afinal quem foi embora fui eu, mas que doeu, doeu.

Será que eu vou achar tudo muito diferente?
Eu sempre achei que era papo essa coisa de falar que voltar pro Brasil depois de um tempo fora assusta, mas assim que saí da área de desembarque do aeroporto eu assustei e pude comprovar que é verdade. Nao foi um assustar de violencia, foi um assustar de “nossa, que diferente”. As pessoas andam diferente, falam diferente, gesticulam diferente, a sujeira na rua parece que pula na cara, o caos constante (que no caso é uma característica de Sao Paulo) dá vontade de correr pra casa e o transporte público dá vontade de nao ter saído de casa.

Será que vão achar que eu mudei demais?
Mudar eu mudei, mas acho que ninguém percebeu. Ou se perceberam, nao me trataram diferente por isso. Como nao mudei fisicamente nem uma simples grama, pra muita gente eu sou o mesmo de sempre. Isso foi bem bom, porque nao tive que lidar com comentarios do tipo “voce nao era assim”.

A minha visita pro Brasil, como eu previ, serviu também pra me mostrar que realmente eu nao quero voltar a morar lá tao cedo. Nao descarto a possibilidade de voltar, porque nunca sei o dia de amanha e o único lugar do mundo que é casa, pátria e que vai me receber de bracos abertos é lá, mas por ora, farei o possível pra adiar esse reencontro permanente.

Ps: derreti de verde e amarelo TODOS OS DIAS!

Meu Brasil, brasileiro – parte I

Voces já perceberam que eu sumi do blog nesse mes, né? Aliás, eu gostaria de agradecer lá do fundo do coracao, porque mesmo sem post o blog continuou recebendo um número bem razoável de visitas diariamente. Obrigado, gente! ❤

O motivo da minha sumida foi a minha visita ao Brasil, que voces já estao carequinhas de saber. Eu sai da Irlanda cheio de planos para os meus dias em terras tupiniquins, mas acabou que eu nao fiz nada de diferente. Curti muito minha família e o coisa-mais-linda do meu novo sobrinho, o Nicolas; comi muita comida boa (a cozinha brasileira é a melhor do mundo e nao tem pra ninguém); curti os cachorros (Dante ficou tao feliz quando me viu que, além de lamber, chorar e morder, ele rosnou super bravo pra mim! Ele estava me dando bronca, eu acho) e claro, fiquei muito tempo em casa lagarteando.

Por conta disso, eu nem iria escrever nada sobre a minha estadia por lá, mas me lembrei que no último post eu me fiz algumas perguntas e vou usar esse post pra responde-las.

Mas antes, eu preciso falar da saga que foi pra eu chegar lá.

Peguei o trem de Sligo pra Dublin às 13h de uma sexta, meu voo partia às 18h do aeroporto de Dublin. Cheguei em Madri por volta das 21h30 e meu voo pra Sao Paulo partiu só à meia-noite. Eu voeei de Iberia e nao tenho muito o que reclamar nao, o voo foi super ok, mesmo nao tendo TV na minha poltrona. A brincandeira durou 11h e eu cheguei em Sao Paulo por volta das 07h da manha, por conta do fuso-horário. Essa coisa de fuso-horário dá pau no sistema da gente. Eram 07h, mas eu tava sentindo como se fosse 13h. Cheguei no aeroporto de Guarulhos que ó, tava de parabéns (só que ao contrário) com a organizacao. #querovernacopa

10168220_676519515716506_4864411814119640240_n

Quem me buscou no aeroporto foi a Bia, que como boa paulistana me tirou da muvuca do aeroporto e me levou pra um lugar seguro rapidinho. O lugar seguro foi a casa de uma super amiga minha, a Morena, que me hospedou pro final de semana na sua super casa nova. Fiquei o fim de semana em Sao Paulo pra rever uns amigos e porque nao iria aguentar seguir viagem pra Bauru. Cheguei em Bauru só no domingo, de carona com uma outra amiga, a Soraya, que foi pra Sao Paulo só pra me buscar! É muito amor! ❤

Já em Bauru, revi família, cachorros (foi nessa hora que o Dante me atacou), amigos e fiz tudo que falei lá no comeco.

Como eu já falei demais, vou deixar as perguntas pra parte II, ok?

Ps: É sempre bom manter um gancho no final pro leitor voltar.

De volta pra minha terra

Como vocês podem ver na caixinha da contagem regressiva aí do lado, eu estou indo pro Brasil. Não, não estou voltando pro Brasil como o título do texto sugere, estou indo apenas de férias. E é por conta dessa viagem pro Brasil que eu ando sumido do blog. Estou trabalhando quase dobrado pra não deixar meu trabalho atrasar e pra poder compensar as 2 semanas que ficarei fora.

Tirando a parte da saudade, que é bem óbvia, pois faz mais de 1 ano que vejo minha família e meus amigos, é difícil explicar o que está se passando pela minha cabeça nesse momento.

Claro que estou muito ansioso pra ir pra casa, pra abraçar meu cachorro, pra andar pelas ruas do meu bairro, pra rever pessoas queridas, pra comer tudo que eu puder devorar (salvem as coxinhas e os pastéis!) e pra ter mamãe por perto, mas algumas questões estão sondando minha cabeça nesses dias e elas vão num nível mais profundo.

Será que eu vou me sentir em casa?
Será que eu não vou querer voltar?
Será que eu me sentirei deslocado com meus amigos?
Será que eu vou achar tudo muito diferente?
Será que vão achar que eu mudei demais?

7249-indice-precios-brasil-igp-m-sube-1-0-pct-en-febrero

São tanto ‘serás’ que dá até nó no cérebro. Lembro que lí um texto uma vez que dizia que a primeira visita ao país de origem depois de imigrar é a visita divisora de águas, é ela que vai ser a juíza e decidir se a mudança foi certa ou não. Tem gente que nessa primeira visita sente que é a hora de voltar e tem gente que sente que voltar já não é mais uma opção.

Acho que eu faço parte do grupo dois.

A Irlanda me deu tantas coisas e me fez tão feliz que eu sinto que aqui é minha casa. É aqui que eu pertenço agora e é aqui que meu coração está. Eu estou indo pro Brasil, mas no fundo eu sei que é só de férias e que em 17 dias eu vou estar de volta pra minha vida, que é aqui.

Mas por hora, eu vou sambar, comer pão de queijo, coxinha e pastel, tomar cerveja gelada e caipirinha, porque eu mereço.