Monte Popa, o vulcão adormecido e templo mais importante de Myanmar

A viagem de Mandalay pra Bagan durou cerca de 4h30 e foi, na medida do possível e das circunstâncias, ok. O ônibus estava caindo aos pedaços, porém não quebrou e mesmo com os assentos bem empoeirados e sujos, o ar condicionado estava funcionando.

O caminho entre as duas cidades é bem árido e pobre, muito pobre, com pequenas vilas na beira da estrada. Paramos em algumas delas pra algumas pessoas descerem e pra um break ou outro e como de se esperar, fomos a atração dos locais.

Chegamos em Bagan por volta das 19h e fomos pro nosso hotel, que novamente, dada as circunstâncias, era bem ok. Cama limpa, ar condicionado funcionando e chuveiro com água em abundância. Saímos pra jantar e assim como em Mandalay, foi tenso achar um lugar pra comer. Existem varias opções, mas os restaurantes não tem um mínimo de higiene e só de olhar no menu e no ambiente a gente já sentia ‘the shits’ e não entrávamos. Acabamos por nos render ao restaurante com mais cara de ocidente que encontramos e comemos um prato tailandês gostoso.

A vantagem de ter vindo pra Bagan um dia antes foi que acordaríamos na cidade e teríamos dois dias inteiros antes de irmos embora na manhã do terceiro dia. Começamos nosso dia com um café da manhã no hotel e alugamos uma motinha elétrica pra explorar a cidade. Como ficamos hospedados um pouco antes da ‘Velha Bagan’ começar, ter essa motinha valeu muito a pena.

Pelo caminho vimos muitos templos, um atrás do outro, incontáveis mesmo! Mas nós queríamos apenas explorar a estrada e fomos até o fim da ‘Nova Bagan’, percorrendo uns bons 15km. Almoçamos em outro café super ocidental e voltamos pro hostel onde iríamos pegar um táxi compartilhado e visitar o famoso Monte Popa, há 50km de Bagan.

No meu mundo de fantasia, eu imaginava que o monte seria algo meio espiritual, com umas ruas largas dando a volta até o topo, com pouca gente e com alguns macaquinhos espalhados.

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Na vida real o monte é lotado de gente peregrinando nos degraus bem estreitos que sobem o monte e cheio de macacos sujos e fedidos mijando a torto e a direito. Pra ajudar, o dia estava bem neblinado e a vista estava prejudicada.

Como disse nos outros posts, Myanmar abriu as portas pro turismo estrangeiro há poucos anos atrás, mas o turismo espiritual no país, entre os locais, parece bem forte e os templos, montes, vales e etc que os turistas visitam, são parte da cultura e religião deles e não tem um pingo da infra-estrutura que estamos acostumados a ver em pontos turísticos ao redor do mundo.

Estávamos ali no meio de uma peregrinação deles e ela é feita do que jeito que é e pronto. Não existem placas explicando o que você está vendo, o que significa esse templo, aquele templo, etc. Acaba com que a gente ficou meio boiando no que estava vendo devido à falta de informação. Resumindo, nada é adaptado pro turista classe média, o que é incrível pra alguns turistas que querem ‘viver a vida local’, mas foi um pouquinho demais pra mim.

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Pra ajudar não conseguimos ver muita coisa devido à forte neblina e logo descemos e esperamos nosso táxi nos pegar e nos levar pro hotel. Descobrimos uma rua mais movimentada perto do nosso hotel com bastante ocidentais, o que nos deu um pouquinho mais de segurança e acabamos por comer em um restaurante local bem legal.

Ficamos por ali um tempo, tomamos uma cervejas e fomos dormir cedo porque o próximo dia seria nosso último dia de viagem e iríamos fazer nossa última aventura dessa viagem: o passeio de balão nos céus de Bagan.

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2 comentários sobre “Monte Popa, o vulcão adormecido e templo mais importante de Myanmar

  1. Myanmar parece ser um lugar muito interessante. E pelo fato dessa coisa do turismo mais internacional ter chego aí não faz muito tempo, acredito que essa experiência de ver o país no modo mais ”cru” seja muito significativa. E daqui uns anos a tendencia é mudar.. eu queria muito visitar antes dessa fase e ver essas peculiaridades de agora.
    Uma pena a neblina ter dificultado pra ver a vista, parece ser linda!

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