Um conto sobre azar e sorte

O ultimo post que escrevi aqui no blog foi a minha Retrospectiva 2016, que no finzinho do texto, eu digo que estou indo para o Brasil pra passar as festas e viajar com a familia. Pois bem, eu fui, e como quase tudo na minha vida, teve drama.

Nao foi drama de familia ou nada do genero, mas sim drama de acontecimentos fora do meu controle, de sorte – e falta de sorte.

O paranaue começou ao chegar no aeroporto de Guarulhos. Como minha familia não pode me buscar dessa vez, eu combinei com duas amigas (oi, Mas!) de me buscarem no aeroporto, passar a tarde juntos e depois me derem uma carona ate o ponto onde eu encontraria a carona pra Bauru. Ao desembarcar, mandei mensagem pra uma delas e disse que iria ao banheiro lavar o rosto e então sairia do aeroporto ao encontro delas.

Ao sair do banheiro, notei que havia esquecido meu celular e voltei correndo pra pegar. Não estava mais la. Entrei em desespero, e como não tinha como falar com ninguém, fiquei rodando pelo aeroporto feito bobo esperando o celular re-aparecer.

Uns 10 minutos depois, as meninas vieram ao meu encontro pra ver o porque de eu não ter aparecido ainda. Desesperado, expliquei a situação e elas tiveram a brilhante idea de me mandar procurar no ‘Achados e Perdidos’, ideia que eu achei quase ofensiva, de tao besta. Cedi, deixei as minhas coisas com elas e fui. Cheguei la todo suado, mas com ar nos meus pulmões (obrigado, CrossFit) e perguntei se alguém havia devolvido um iPhone SE Gold.

Pra minha surpresa, alguém o tinha devolvido e meu celular estava la. Bonitinho e sem um arranhão. Celebramos a vitoria, fomos almoçar e depois ainda passamos em uma dessas lojas de capinhas de celular de Sao Paulo e pedi pra colocarem aquelas proteções de vidro no celular. Elas me levaram ao ponto de encontro da carona como combinado, nos despedimos e segui viagem rumo a Bauru.

Meus dias em Bauru foram incriveis! Passei muito tempo de qualidade com minha familia, especialmente com meus sobrinhos. Vi uma penca de amigos. Brinquei muito com os cachorros, tomei muito sol e principalmente, comi muita comida boa.

Pra fechar a viagem ao Brasil com chave de ouro, uma semana antes de embarcar de volta, eu e minha familia fizemos uma viagem incrível pra Florianópolis. La, no auge da diversão e apenas 1 dia e meio antes de deixar a ilha, meu celular, récem-recuperado, sofreu uma queda monstra e quebrou a tela – que graças as Mas, estava com o vidro de proteção.

Sem mais danos, seguimos viagem ate Sao Paulo, me despedi de minha familia e embarquei pra Orlando, onde eu faria uma conexão gigante de 12h, mas que seria muito legal porque eu iria curtir o dia nos parques com dois amigos. Sai de Sao Paulo com a Delta Airlines e cheguei em Orlando são e salvo, as 7h da manha.

Ao chegar em Orlando, todo mundo, seja Orlando seu destino final ou não, deve passar pela alfândega e todas as malas devem sair do avião e, caso haja conexão, voltar. Retirei minha mala da esteira, passei pela alfândega e a entreguei nas maos do staff do aeroporto, que estavam fazendo a recolocacao das malas.

Eu ainda não sabia, mas foi a ultima vez que vi minha mala.

Meus amigos ja estavam me esperando no aeroporto e juntos, fomos passar um dia incrível nos parques da Universal, o Universal Studios e o Universal Islands of Adventure. Vou escrever post contando cada detalhe em breve, mas por ora vamos focar no drama.

No fim do dia, voltei pro aeroporto, fiz check-in novamente, dessa vez com a Virgin Atlantic e embarquei pra Londres. Cheguei em Londres por volta das 9h da manha de uma segunda-feira bem fria e depois de esperar uns 40 minutos pelas malas na esteira, notei que minha mala não havia chegado.

Situações assim sao comuns, então não me desesperei e segui o procedimento: reportei o acontecido, preenchi um formulário e fui pra casa. Pequeno detalhe que estava um frio do cacete e meu casaco estava na mala, junto com meu computador e hard-drive com TODOS OS ARQUIVOS do trabalho.

Dois dias se passaram e nada. O desespero começou a bater e comecei a ligar loucamente para a Virgin Atlantic UK, que estava responsável pela mala. Eles alegaram que a mala não havia entrado no sistema, logo eles nunca a receberam e, por isso não tinham responsabilidade sob a mesma, mas que por cortesia, iriam abrir um caso de investigação. Caso a mala não fosse encontrada, eu não poderia pedir reembolso pela Virgin.

Expliquei que, pelo fato da mala ter sido entregue ao staff do aeroporto, seguindo procedimento de segurança do mesmo, a mala obviamente não chegou no sistema. Ela havia sido esquecida pelo staff, devido a longa conexão, em algum cantinho escuro. Eles diziam entender, mas ninguém fazia nada, apenas checavam o sistema e mandavam emails pro aeroporto.

A Delta, por sua vez, dizia que a mala havia chegado ao destino correto, Orlando, e que dali ate Londres, mesmo que a mala tivesse sido despachada com destino Londres por eles, era responsabilidade da Virgin, que operou o segundo voo.

E eu ali, no meio das duas.

Cansado de ouvir, a mala não foi encontrada no sistema, resolvi tomar a frente e comecei a ligar em Orlando diretamente. Falei com ‘Achados e Perdidos’, TSA, segurança, Delta front desk, Virgin front desk e um monte de gente. Em Orlando, a minha estaria fez muito mais sentido, pois todo mundo sabia como o aeroporto funcionava e a única questão levantada era: quem foi o staff que operou o voo que voce chegou?

Dois dias intenso de ligações pra Orlando e pra Virgin Atlantic UK, a mala foi encontrada por um membro do staff do aeroporto e como eu havia dito um milhões de vezes, a mala foi esquecida em um quartinho escuro. A mala finalmente entrou no sistema, foi despachada pra Londres e chegou em Cardiff, inteirinha da Silva, na terça-feira 17 de janeiro, 8 dias depois de mim.

O que aprendi com isso tudo?

1) Coisas fora do nosso controle sempre acontecem.
2) Sou muito sortudo.
3) Ou Deus existe.

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5 comentários sobre “Um conto sobre azar e sorte

  1. Eu diria que foi sua perseverança mesmo que recuperou a mala. Felizmente, ela só estava no limbo, mas ninguém estava movendo um dedo pra ir lá procurar e sua insistência tirou a mala do limbo. 🙂
    E nunca mais despache um laptop!!!

  2. Hey Ricky,

    Isso foi “sorte” mesmo no meio de tanto susto!

    Eu teria tido multiplos “heart attacks”.

    Eu tento trazer sempre uma muda de roupa e os electricos na mochila por causa disso.

    Um dia estava regressando de Portugal para a Irlanda, via “voo direto” e a minha mala não chegava.
    Eu pensei, como seria possível se eu nem tive voo de ligação.
    O que aconteceu foi que o “puxador” da mala estava bloqueado e a minha mala em portugal teve que sair na bagagem fora de formato.
    Por alguma razão, quem trata de despachar as malas conseguiu fechar aquilo e eu estava esperando a mala do lado da “bagagem fora de formato” na Irlanda quando a mala foi recebida na esteira normal.
    Eu “flipei” porque tinha algo importante la.
    Estive uma hora esperando quando alguem me veio entregar dizendo que estava na esteira normal. Haha

    Conclusao: tudo o que eu acho importante vem comigo na mala de mão. 🙂

    Saudades de ler seus posts! Feliz ano novo!

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