Em busca do ninho

Estou trabalhando remotamente há pouco mais de 6 meses e tenho refletido muito se quero ou nao fazer disso o meu estilo de vida.

Trabalhar remoto é muito bom, nao leve a mal. Nao preciso ir ao mesmo lugar todos os dias, posso trabalhar em cafés super legais, bibliotecas, na universidade, posso ouvir música alta, nao tenho chefe no meu pescoco o tempo todo, posso trabalhar com roupas confortáveis e usando crocs, além de ser muito mais produtivo no trabalho, pois nao me distraio com coisas do dia-a-dia que sempre acontecem em um estúdio/escritório. No topo disso tudo, posso viajar e trabalhar ao mesmo tempo, na minha opiniao, a melhor parte de trabalhar remotamente.

Se eu quiser, e acredite, parte da minha alma aventureira quer, posso viver viajando, como um nomade digital mesmo. Depois do mestrado, posso me livrar totalmente do aluguel e viver na estrada, com um laptop na mochila e um emprego remoto garantido.

Uma vida dos sonhos.

Um mes na Itália, dois meses mochilando na América do Sul, tres meses na estrada nos Estados Unidos e por aí vai…mas é isso mesmo que eu quero?

Eu amo viajar e independente da escolha que eu faca e do caminho de vida que eu percorra, viajar sempre estará entre as minhas prioridades. Mas eu também gosto de gente, de ter contato com outras pessoas, também quero crescer na minha carreria e aprender com um diretor de arte mais experiente do que eu, ao invés de ser responsável por tudo que faco o tempo todo.

E acima disso tudo, eu quero um ninho.

home

Quero ter um cantinho que eu chame de meu. Quero ter um cachorro, quero poder botar um quadro na parede sem automaticamente pensar que daqui tantos meses, aquele quadro vai ter que ser doado. Quero ter o trabalho de pintar aquela parede amarela horrorosa da minha casa sem pensar que nao vale a pena, porque jájá eu vou sair de lá mesmo. Quero construir lacos mais profundos com um número reduzido de pessoas ao invés de criar lacos rasos com 213145463 novas pessoas por ano.

Nao sei se ando pensando muito nisso porque já consigo ver o trem dos 30 se aproximadando da estacao, mas é assim que me sinto.

E voce, de que lado está? Do ninho quentinho que sempre podemos voltar depois de uma longa ou curta viagem, ou da vida na estrada, onde o próximo destino is just around the corner?

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15 comentários sobre “Em busca do ninho

  1. Te entendo muito. Alias, tenho um post no rascunho que é quase sobre isso. Estou sabendo que vou me mudar há um tempo, e por isso, as coisas ficaram on hold, me deixando meio desnorteada. Acho que todo mundo precisa ter um ninho. Andei lendo blogs de gente que era nômade digital, e voltou pro Brasil justamente por isso: quando viajar vira rotina, cansa. Cansa ficar em hostel, cansa pular de galho em galho, cansa não ter o nosso aconchego, aquela sensação de “voltar pra casa”. Eu, definitivamente, preciso ter meu canto, e isso não significa que queira viajar menos, nada disso. Mas quero voltar pra casa, sabe?

    • Sim, Gabi. Exatamente. Voltar pra casa, nao ter que achar uma casa nova toda hora. Muda estressa. Fazer novos amigos estressa. Achar academia boa estressa. Sei lá…to meio em conflito no momento, rs. Obrigado por comentar!

  2. Rick, eu acho que essa vida de nômade digital não é sustentável por muito tempo, sabe? É legal por um tempo, mas depois essa coisa de estar em lugares diferentes vira rotina e cansa, a gente enjoa. Você é novinho ainda, pode aproveitar um tempo curtindo, viajando, trabalhando de lugares diferentes e daqui a um tempo, começar a pensar em settle down (quem sabe na Irlanda pra gente ficar perto?!!!)….

    • É entao…to vendo várias pessoas falando disso, inclusive o pessoal do 360 Meridianos, que sao super referencia..eles tao falando disso de ninho… vamos ver como estarei no fim do MA.. talvez eu ainda aguente o tranco de uma ultima super virada. E Dublin sempre sera opcao de settle down, ne! ❤

  3. Oi Rick, eu definitivamente sou do time do ninho. Gosto de viajar, mas voltar pra casa e reencontrar minhas gatinhas é uma sensação maravilhosa! Estou explorando seu blog e curtindo bastante. Só agora consegui retribuir tua visita e agradeço muito por ter colocado link pro meu blog ali. Abração!

  4. Oi Rick!
    É interessante ver o tempo passando, e quem te acompanhou lá atrás com o anseio de se tornar um nômade digital, agora te ver ter uma opinião diferente, vendo “de dentro”. Mas assim é a vida, não é?

    Concordo muito com a Bárbara no sentido de não ver uma maneira de isso se sustentar por um tempo. Entretanto é engraçado porque atualmente me vejo dialogando comigo mesmo a respeito disso. Obviamente nossas situações são diferentes, e meu plano atual é viajar o máximo possível, espremendo voos, acomodações e roteiros em finais de semana, feriados e férias ao longo do ano, mas ainda que hoje essa coisa toda seja meu principal combustível, me pergunto até onde isso vai. Não tive a intenção de trabalhar aqui, mas me sinto muito sortudo por ter conseguido. Só começo a achar – assim como você – que tá chegando a hora de fincar os pés num canto. Me incomoda ainda mais achar que esse canto não me parece ser o Brasil (ou pelo menos minha cidade/estado) ou a Irlanda.

    Nossa, desculpe pelo comentário “sessão de psicanálise”, haha. Espero que encontre sua resposta, independente de pra onde a vida te rumar, em breve.
    Abraço!

    • Exato, Lucas! Eu ainda estou super indeciso nisso..cada dia acordo querendo uma coisa…mas acho que ninho vai ganhar… veremos os proximos capitulos!

      Ps: adoro seus comentarios, comenta sempre!

  5. Oi Rick,

    Esses paradoxos da vida que insistem em nos acompanhar (ainda bem!) é mais divertido e inusitado assim. Planejar é bom e necessário, contudo viva, viva o momento de hoje que você está construindo, ele é lindo, impagável e intransferível. Os 30 nos “aterroriza” e nos faz ter esses questionamentos, mas quando de fato chegar nele vai admirar a beleza, maturidade e encanto que traz (experiência de quem já chegou) e dont worry esse tempo de “fincar a bandeira” chegará com seus encantos e descobertas te levando a uma nova e linda reflexão.

    Abraços.

  6. Eu acho que a vida de nômade digital é legal e funciona por um tempo, mas uma hora vai bater mesmo a vontade ou necessidade de ter o “ninho”. Eu não tenho a pretensão de ser nômade, mas acho que ainda quero viajar por aí, morar em algum outro país e tal, mas sei que uma hora vou sossegar. Acho que o que vale é aproveitar cada fase e enquanto for bom, viável e interessante pular de galho em galho, pule. 🙂

  7. Pingback: Retrospectiva 2016 | Livin' La Vida…Rick!

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