O melhor de Berlin

Destino final de mochilão, ou mini-mochilão nesse caso, é sempre complicado. Soma-se o cansaço de vários dias de estrada, a conta bancária apertada e também o começo daquele desejo de voltar pra casa, que nem todo mundo admite, mas acontece.

Foi assim que chegamos em Berlin.

Devido a isso, olhamos Berlin, uma das capitais com maior peso histórico do nosso tempo, capital das duas Alemanhas, cidade dividida pelo histórico muro, cidade onde Hitler planejou e executou o holocausto…como uma cidade dura, fria e cheia de gente.

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Percepção errônea que mudou logo nos primeiros minutos de andança pelo centro da cidade debaixo do sol de primavera. Pra começar, o transporte público é impecável, o melhor que já vi na Europa, e não atrasa nunca. A cidade é grande, um caos, mas um caos organizado. As pessoas se respeitam andando, ninguém sai esbarrando em ninguém e o mais chocante, todo mundo espera o sinal verde.

Atravessar a rua no sinal vermelho na Alemanha é crime os alemães levam isso bem a sério.

Berlin é uma cidade que agradas a todos os gostos e que oferece de tudo. Absolutamente tudo. Mas como essa foi a nossa primeira vez, ficamos a maior parte do nosso tempo curtindo o bairro do hostel (Generator), no oeste e nos arredores da principal avenida da cidade, a Unten der Linden, na parte leste, onde ficam 90% das principais atrações turísticas.

Começamos visitando a Torre de TV, que foi construída pelo governo da Alemanha Comunista pra bloquear o sinal de TV da outra Alemanha e que falhou totalmente e hoje é símbolo dos dias de divisão. É no pé da torre que fica a Fonte de Netuno, rodeada de gente tomando sol e se refrescando.

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É por ali também que ficam a Categral de Berlin, o Parque Lustgarten, o Altes Museu e o DDR Museu. O DDR Museu ilustra a vida da família alemã comunista, como eles viviam, o que tinham em casa, o que comiam, o que viam na TV e até o carro que podiam comprar e o que aprendiam na escola. É super interessante e interativo e vale muito a pena visitar.

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É no Parque Lustgarten que fica a ponte que dá acesso a Ilha dos Museus, uma ilha no meio do rio Spree, que só tem…museus! São 5 museus no total, que infezlimente não entramos, mas que são belíssimos por fora e que dão ótimos cliques.

No final da Unten der Linder, fica o Brandenburg Gate, maior símbolo e atração turística mais visitada da Alemanha. Foi ali, debaixo daquele portão que, depois de perder a 1ª Guerra Mundial, os alemães, desesperados e sem ter em quem acreditar, entregaram o poder da nação nas mãos dos nazis, pois temiam o que os comunistas poderiam fazer à Alemanha.

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Já sabemos o fim dessa história, né?

Foi ali também, que depois de perder a 2ª Guerra Mundial, os alemães viram a sua capital ser dividida e os comunistas, que não conseguiram o poder no fim da 1ª Guerra Mundial, o conseguirem.

Hoje, o portão celebra a liberdade e a união das Alemanhas e direciona os alemães ao futuro que os espera.

Ao cruzar o Brandengurg, já é possível avistar a Coluna da Vitória, estátua de ouro da deusa Atena, que hoje em dia não celebra mais a vitória dos alemães, mas sim sua sabedoria. A estátua fica no fim do Parque Tiegarten, maior parque urbano da Alemanha.

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Na época que Berlin era dividida, toda a àrea em volta do Branderburg era proibida e fechada. Com a queda do muro, essa área precisou ser aproveitada e, além de prédios e praças, monumentos foram erguidos. Por ali é possível ver muitos monumentos dedicados as vítimas da Alemanha nazista, incluindo o mais importante e emocionante de todos, o Memorial dos Judeus.

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Como esse é um assunto que dá pano pra manga, escreverei um post único falando dele e da nossa visita a um dos campos de concentração.

Fizemos o walking tour do NewsEurope no terceiro dia (os relatos acima foram em dois dias) e foi um dos walking tours mais interessantes que já fiz. Quase três horas andando, com um guia irlandês do sotaque carregado, que me ensinaram mais sobre história alemã que aprendi a vida toda na escola.

Quase tudo que vocês leram nesse post, aprendi nesse walking tour. Foi com eles que andamos até o Muro de Berlin, que até ser derrubado em 1989, dividia a capital alemã em duas. Parafraseando o guia “o muro não impressiona ou segura ninguém…mas as centenas de soldados e vigias que recebiam ordens de atirar pra matar qualquer um que ousasse pulá-lo, esses seguram”.

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Visitamos também o Checkpoint Charlie, único lugar onde soldados americanos e soviéticos viam-se cara-a-cara durante os anos de Guerra Fria. Um simples tiro ali poderia ter causado a 3ª Guerra Mundial.

Terminamos nosso terceiro dia fazendo picnic em um dos inúmeros parques de Berlin e, como eu estava com irlandeses e estou cada dia mais irlandês, bebendo umas.

Reservamos o último dia para visitar o campo de concentração Sachsenhausen, mas isso fica pro próximo post.

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7 comentários sobre “O melhor de Berlin

  1. O walking tour que fiz em Berlin foi sem dúvida o melhor walking tour que já fiz em qualquer viagem – sensacional, com muita informação! E como você disse: parece que a gente aprende mais nessas 3 horas do que nos anos e anos de aula na escola…

    Além de super viva e cheia de história, Berlin é uma cidade barata, o que é sempre bão, né?

  2. Fico feliz por você ter curtido mais Berlin do que eu! 🙂
    Eu estava com uma imagem diferente do que seria a cidade e talvez por isso me decepcionei.
    Eu achava que Berlin seria super moderna e não encontrei nada disso! hahahahh Talvez em outras cidades da Alemanha seja assim… não sei!
    E agora quais são os próximos passos? Vai vir pro Brasil antes de se mudar?
    Beijinho,
    Carolina Ojeda

  3. Oi Rick! Já comentei no seu canal no Youtube, mas adoro seus posts aqui também, são sempre bem completos!
    Chego na Irlanda semana que vêm (vou pra Galway), e o lugar que mais tenho vontade de conhecer é Berlim. Acho a Alemanha um país muito foda, já que muito da sua história se confunde com a história mundial. Vou tentar seguir algumas dessas dicas de locais quando for pra lá. 😉

    Abraço!

  4. Pingback: Retrospectiva 2015 | Livin' La Vida…Rick!

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