A vida que eu quero: carreira estável versus nômade digital

Consegui meu primeiro emprego quando eu tinha 15 anos, ou seja, já vai fazer 10 anos que eu “tô tentando crescer”. Nesses 10 anos de “carreira” eu já passei por um monte de empresas (2), agências (5) e até por órgãos públicos (2). Meu máximo de estabilidade em um desses empregos foi de 1 ano e 9 meses.

Eu achava que eu tinha algum tipo de problema, distúrbio comportamental e coisas do gênero. Há uns 3 anos atrás me convenci de que isso acontecia por conta da carreira que escolhi, pois ser publicitário/designer é instável demais mesmo.

Agora eu moro na Irlanda e estou caminhando pro primeiro ano em um trabalho fantástico, em uma empresa super interessante, dinâmica, que me escuta, que acredita em mim e que está me fazendo crescer muito profissionalmente e pessoalmente.

Mas eu não me vejo nela pra sempre.
Não me vejo nela daqui 3 anos.

Tenho lido e ouvido muito a respeito dos nômades digitais, aquela galera que larga tudo pra se jogar no mundo e trabalhar através da internet. São pessoas como eu e você, mas que decidiram não ter um lugar fixo pra chamar de lar, o lar deles é o mundo. Por exercerem profissões que não precisam necessariamente ser locais, como jornalistas, escritores, social medias, DESIGNERS, fotógrafos, donos de lojas virtuais e etc, eles conseguem viver assim.

Sim, eles trabalham normalmente (bem menos do que eu e você em relação à quantidade de horas trabalhadas, mas trabalham). Tem muito blog na internet de gente que vive assim e se você quiser se aprofundar mais (googla), dá uma olhada no 360meridianos, Turomaquia e FÊliz com a Vida!

Eu super me identifico com o estilo de vida de um nômade digital, mas não me vejo fazendo isso. Não agora. Quem sabe daqui uns 3, 4 anos? Eu ainda preciso amadurecer muito meu trabalho pra dar a cara à tapa e viver de freelas (sem contar que eu ainda preciso aprender a freelar). Além disso eu quero fazer meu masters, que vai me segurar em algum lugar desse planeta por 1 ou 2 anos.

Deixo a ideia de nômade digital ali, guardada na caixinha.

Tenho refletido horrores nessas duas questões: carreira estável por anos x nômade digital e cheguei a conclusão que o que eu quero mesmo ainda não existe (Oi, Clarice!).

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Eu me vejo trabalhando onde estou por um tempo (2 anos?), depois me mudando pra outro país pra trabalhar mais um tempo em algum projeto legal e assim por diante. Quero chegar nos 30 dizendo: “trabalhei 2 anos na Irlanda, 1 ano na Itália, 1 ano na Inglaterra, 6 meses na Holanda, 7 meses na Noruega, 5 meses na Austrália”.

Por ser “italiano” eu não preciso de visto de trabalho em nenhum país da Europa, além de ter visto de trabalho facilitado em muitos outros países do mundo, como Austrália e Nova Zelândia. Sei que isso pode soar bem maluco, mas a ideia de vir pra Irlanda também soava maluca em abril de 2012 e cá estou eu.

Ps: Alguém sabe o nome disso que eu quero?
Ps2: Essa ordem de países foi aleatória.

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9 comentários sobre “A vida que eu quero: carreira estável versus nômade digital

  1. Por que será que me identifiquei?
    Eu estou bem e feliz com minha vida no momento, mas não consigo me imaginar nela daqui 1-2 anos… mas logo logo eu descubro o nome disso que eu chamo de siricutico. hehehe

  2. Oi Rick, essa já é a vida que eu e meu marido levamos:) Estou há quase meio ano aqui na Irlanda e já sonho/planeio o próximo passo. Ainda não vivi num país de influencia árabe, nem no oriente(viajar não é o mesmo que viver) e tb quero muito essa experiencia.

    Deixo o conselho que você já conhece:estude bastante e vá fazendo sempre certificados do que foi estudando (nºao interessa dizer que sabe fazer isto ou aquilo, tem de estar certificado para as coisas valerem)
    Deixo tb um alerta: a Irlanda e o UK são dois paraísos e o resto da Europa não vive essa loucura no mundo do IT que aqui se vive (o meu marido desde que se mudou para a Irlanda tem sido “assaltado” no Linkedin…raro é o dia em que ele não tem duas e três propostas novas). Mas esse não é mesmo mundo real do trabalho na Europa, mas…para além da Europa tem muito mundo para conhecer e viver. Força nesse caminho!

    1. Ai que massa, Angela! Por onde vcs dois já passaram? Que legal ouvir que isso dá certo de verdade! Eu acho (pelo meu histórico de estabilidade), que isso é algo que se encaixa na minha personalidade…chegarei lá (aliás, já cheguei neé…só tem que continuar)..

      Beijoo!

  3. Ultimamente tenho pensado muito sobre essa questão e, como vc, também não estou certa do que quero pra minha vida. Mas acho que é assim. A gente vai vivendo e se descobrindo e a vida, com base nas nossas decisões diárias, vai traçando nosso rumo até que encontremos o que tanto procuramos a vida toda.

    PS. rola um CV meu nessa empresa linda sua aí em Sligo? rs

    Bjo!

    1. É, bem isso que vc disse..ao longo dos anos a gente vai encontrando o que tanto quer…a vida mesmo a gente vai construindo…demole qdo precisa e continua…acho que qdo tiver do jeito que a gente quer MESMO, a gente parte..hehe..

      O negócio é smepre construir e reformar!

      Cv? Opa! Bjoo

  4. Rick! Adorei esse post!

    Eu te entendo, também queria morar pelo mundo. Mas eu também gosto da estabilidade, da rotina, sabe? Acho importante, se não a gente fica meio louco!

    Acho o seu plano bacana – ganhe mais experiência na empresa atual, faça o mestrado bonitinho e caia no mundo! Você é jovem, “italiano”, não tem nada a perder!!!

    Só não fica longe por muito tempo… Já é ruim você morar em Sligo, tão longe de Dublin!

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