A cidade do Vaticano

Eu não sou católico, mas também não tenho nada contra quem é e já abandonei meu preconceito religioso faz um bom tempo. Confesso que acho essa vibe de igreja (papa, santo, terço, santidade, bispo) e etc “too much”, mas eu não poderia deixar a chance de conhecer o Vaticano passar batido.

O engraçado foi que eu vi ele por um olhar “leitor das aventuras de Robert Langdon” (as minhas referências ao Vaticanos vem de “Ó Código Da Vinci” e de “Anjos e Demônios”) e não de “fiel católico” que acompanha a Santa Missa.

Chegamos ao Vaticano de metrô e da estação até a entrada da cidade fomos bombardeados por cambistas oferecendo ticket pros museus e fura-filas.

Começamos nosso passeio pela Basílica de São Pedro, que é monstruosa de grande e dona de uma arquitetura fantástica, mas lá dentro é apenas uma igreja católica. Com quadros e obras de arte dos artistas mais importantes do mundo, mas ainda uma igreja.

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Depois pagamos a fortuna de € 5 pra subir até o alto da cúpula da basílica. Abro um parênteses aqui pro absurdo que é o Vaticano cobrar pra entrar nas coisas. A igreja católica é a instituição mais rica do mundo e ainda cobra entrada dos fiéis, que na maioria das vezes vem de muito longe.

Voltando, foram 519 degraus até o alto da cúpula e cara, que canseira, mas que vista magnífica.

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Basílica e Cúpula conhecidas, era hora de conhecer os “Museus do Vaticano” e a famosa “Capela Sistina”, que juntos me custaram € 8.

Começamos pelos museus, que eu achei que seriam super chatos, mas que me surpreenderam positivamente.

Os museus são as coleções que o vaticano possui desde muitos séculos atrás. São também os acervos pessoais de muitos papas que já se foram e contém coisas realmente impressionantes.

Os quadros “A Criação”, “Maria Madalena”, “A Santa Ceia” e alguns outros estão lá, expostos nos museus e nos “embobiando” de tanta beleza.

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Mas pra mim, um dos museus mais legais foi o com as coleções egípcias, que contém esculturas e materiais que estavam lá em Alexandria, no Egito!

Alexandria foi um dos últimos domínios romanos fora de Roma e marcou a queda do império. Ela foi atacada pelos cristãos, que destruíram tudo que puderam da famosa “Biblioteca de Alexandria”, período esse que ficou conhecido como “anos de trevas”. Você pode ver mais sobre isso no filme Ágora, se você quiser.

Outro museu impressionante é o acervo pessoal de um dos papas (que não fui esperto pra guardar o nome) que tinha diversas esculturas que representavam os antigos deuses e semideuses, entre eles: Hércules, Zeus, Júpiter, Hera e Netuno.

Achei legal porque o cristianismo foi o responsável pelo fim da religião politeísta, mas o Vaticano guarda a 7 chaves esculturas que representam outros deuses (romanos, gregos e egípcios). Deuses esses que a história deixa bem clara o quanto incomodam/incomodaram a igreja.

Uma outra sala do museu tem estátuas enormes dos deuses romanos Júpiter e Juno e da deusa grega Hera, que na versão romana é Juno. Detalhe básico que Hera está apenas com um bastão na mão, enquanto Juno tem espada e escudo. Romanos rocks!

Enquanto eu estava ali não pude deixar de refletir no fato de que hoje quem manda é o cristianismo, sendo o Vaticano o maior nome da religião, mas há 2 mil anos atrás eram os deuses romanos e antes deles, os deuses gregos. Sem contar os deuses asiáticos, indianos, turcos, africanos, egípcios ou celtas.

Quem garante que daqui alguns séculos outra religião não vai aparecer e derrubar as de hoje? Prepotência de mais achar que o cristianismo é absoluto e dono de toda a verdade, né?

Fechamos o Vaticano conhecendo a Capela Sistina, que pra mim não teve nada de mais. Tem um teto muito bonito, cheio de esculturas famosas e originais, mas é só.

As outras pessoas, possivelmente católicas, devotas e emocionadissímas de estarem no Vaticano, olhavam para o teto e para cada pedacinho com uma admiração impressionante. Sem contar o silêncio mortal e o cheirinho de igreja.

Pra mim o Vaticano foi muito mais legal pelo lado artístico do que religioso. São quadros de Michelangelo, Da Vinci e por aí vai, bem ali na nossa frente.

No mesmo dia ainda conhecemos o Castelo de Saint’Angelo, que como tudo em Roma, é maravilhoso e não decepciona.

O próximo post vai ser direto do país dos deuses e dos filósofos, a Grécia!

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2 comentários sobre “A cidade do Vaticano

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