Todos os caminhos levam à Roma – parte I

Roma, Roma, Roma! Tem gente que diz que ninguém pode morrer sem conhecer a capital da Itália e também centro do poder do maior Império que esse mundo já viu. Roma já foi “dona” de mais de 80% do mundo conhecido na época do Império e foi responsável pelo nascimento de 46 países, inclusive já ditou as regras lá na terra dos ingleses. Na real, poucos países no mundo não tiveram uma invasão romana ou sofreram influência deles na sua história.

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A grande diferença dos romanos para os gregos é que os romanos foram muito mais “sangue no zóio” do que os gregos, que gostavam de pensar.

Roma sempre me fascinou e finalmente, chegou o grande dia de conhecê-la.

Deixamos Firenze às 9h30 do 7º dia de viagem e fomos de Trenitália, em uma viagem interminável de 3h. Nem parece tanto assim, eu sei, mas quando se sofre de ansiedade aguda como eu, isso é uma eternidade. Aliás, grazie Tiziano Ferro que me acompanhou no iPod.

Chegamos em Roma um pouco mais de 12h e fomos direto pro hostel, que era perto da estação e deixamos as nossas mochilas.

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Como já era hora do almoço (e estávamos famintos) resolvemos comer antes de começar a andança, que, por termos só a parte da tarde, tinha como objetivo: Coliseu, Palatino e Foro Romano.

No caminho pro Coliseu encontramos uma restaurantinho de esquina e comemos uma pizza sanduíche MARAVILHOSA que custou só € 4 e o detalhe especial foi que fizemos isso tendo as costas do Coliseu como vista. Muito amor, muito luxo.

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Assim que avistei a entrada do Coliseu eu voltei a ser criança e até saquei a minha caneta pra brincar de Guerreiro Romano! Como ele é incrível, imponente e muito, muito lindo! Estava bem cheio de turistas, mas bem longe da quantidade de Veneza.

O ticket, que vale pros 3 (Coliseu, Foro e Palatino) me custou € 7,50 por ser menor de 25 anos e cidadão UE, mas pra geral custa € 12.

Ficamos pouco menos de 2h dentro do Coliseu e cara, eu parecia pinto no lixo. Cada detalhe, cada tijolinho, cada pedaço em ruína me fazia pirar. É impossível não entrar lá e sentir uma energia diferente. Até foto de guerreiro eu tirei!

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Acredito que por conta do filme “Gladiador”, eu imaginava o Coliseu como uma arena com um campo aberto dentro, mas não é assim. Onde devia existir o campo aberto (como no filme), existe uma arena cheia de labirintos, acredito que pra dificultar ainda mais a vida dos gladiadores.

Imagine um gladiador fugindo de um leão ali?

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Tinha umas excursões escolares fazendo a visita e sem brincadeira, eu senti inveja deles. Eles estavam simplesmente tendo uma aula de história onde a história aconteceu. Eles devem ter achado super boring, aula em dia de excursão, mas eu morri de inveja.

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O Arco di Constantino é incrivelmente maravilhoso, mas como quase tudo nessa Itália, estava em restauração e estava lotado de andaímes.

Depois do Coliseu fomos ao Foro Romano, mas demos de cara com o portão, pois já passava de 15h30 e a entrada é permitida só até as 15h30.

Como o Foro “miou”, fomos andar mais por ali perto e visitamos o Circus Maximus, arena onde os gladiadores eram treinados, criminosos executados e grandes anúncios feitos, uma coisa bem romana. Me decepcionei um pouco, porque está tudo em renovação e eu vi mais andaíme do que ruína.

Dali seguimos pro “Monumento a Victorio Emmanuele” e cara, que lugar maravilhoso! Que arquitetura, que beleza! O local é fechado ao público, mas é sensacional mesmo assim, vendo de fora. O detalhe das estátuas, das fontes e até da lança dos portões é indescritível.

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Pertinho dali fica a Colonna Traiana e os Foros: Traiano, di Augusto e di Cesare. Gente, o que são os foros! Ruínas de séculos e séculos atrás, bem ali, no meio da cidade. Cada um dos foros tem sua própria história, por exemplo: o “di Augusto” era usado para os discursos para o povo e celebrações religiosas e o de Cesare era usado pra fins do senado e para o próprio César discursar.

Emocionante, não?

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A essa hora do dia a criança aqui já estava cansada de andar, brincar de romano e bancar de sabichão explicando tudo que podia e quando Apolo trouxe o pôr-do-sol e a noite, seguimos pro hostel.

No caminho ainda conhecemos a Piazza della Repubblica (que fica linda a noite) depois compramos comida e caímos na cama.

O 2° dia na cidade ficou reservado pra voltar ao Foro Romano (pra dessa vez entrar) e pra ver mais um monte de coisas legais.

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3 comentários sobre “Todos os caminhos levam à Roma – parte I

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