O poder do passaporte vermelho

Saímos de Bauru quinta-feira as 09h – era para termos saído as 08h30, mas eu atrasei – e fizemos uma viagem muito tranquila até o aeroportos de Guarulhos. Chegamos lá por volta das 14h e já fomos direto pra fila do check-in, que estava começando a ficar grande.

Por volta das 15h o check-in foi aberto e foi muito rápido, apresentei o passaporte (brasileiro) e já despachei a mala. O mais difícil no aeroporto foi me despedir da minha mãe, que chorou um bocadinho.

A área de embarque abriu as 16h e já entramos. Fiquei deslumbrado pelo freeshop, hahaha. Quis comprar tudo, mas me contive em somente passar um MONTE de perfume importado da Giorgio Armani e em embarcar cheiroso.

Já dentro da aeronave foi bem tranquilo. O vôo foi sem turbulências, dormi bastante, assisti “The Dark Knight Rises” e fiquei olhando tudo pela janelinha. O serviço de bordo da British é fantástico. Pedi uma cerveja importada londrina e ela veio deliciosa, além de ter comido uma massa ao molho branco com salmão que valeu o vôo, rs.

London Pride

Londron Pride

O avião pousou no Heathrow, em Londres, no horário previsto, às 07h20 e aí sim começou a correria. Descemos na área de embarque e eu e o Felipe tivemos que nos despedir, já que ele iria fazer uma escala e eu iria entrar no Reino Unido (sim, como meu vôo iria sair de outro aeroporto, eu estaria entrando no Reino Unido).

Peguei minha mala que veio super rapidinho e segui pra fila da imigração. Lá tinha uma fila para países da EU e outra para o resto do mundo. Entrei na filinha da EU com meu passaporte italiano nas mãos e BAZINGA! Passei na imigração sem NENHUM questionamento, apenas entreguei o passaporte, recebi um sorriso e WELCOME TO LONDON.

Welcome

Welcome

Nem deu tempo de ficar feliz, eu precisava correr para pegar o National Express, que me levaria para o aeroporto de Gatwick. Sai do aeroporto com as malas as 08h15 e fui em busca do ônibus que saia as 08h25. Cheguei a pensar que havia perdido e fui pedir informação a um funcionário da empresa de ônibus (falei inglês pela primeira vez) e ele disse que o ônibus chegaria em 5 minutos.

Dito e feito, 08h30 eu estava dentro do ônibus e MUITO mais calmo porque estava indo conforme o previsto. O passeio por Londres foi periférico, por fora da cidade. Eu vi uma Londres que eu não conhecia, cheia de casinhas lindas, muito verde e muitas árvores secas. Uma verdadeiro inverno britânico.

No Gatwick a coisa foi um pouco mais complicada, risos. Fiz meu check-in, despachei minha mala (falando só em inglês) e fui pra área de embarque. Nem liguei para o freeshop, apenas para a multidão de magya detectada. Me apaixonei umas 17x ali.

O vôo estava no horário e na hora de passar pela polícia, TCHARAM! Apitou pra mim. O oficial foi muito simpático e pediu para eu abrir os bolsos. Tinha um chocolate e a meinha do iPod, já que o resto tinha ficado na esteira. Ele disse: “oh, God..just a chocolate” e me revistou rapidinho, pediu para tirar o tênis e me desejou boa viagem.

Depois disso, entrei na áerea de embarque e agora sim, pude me deliciar com o freeshop (só olhar) e cara, como é legal! Tinha muito coisa interessante, muitos gifts tipicamente londrinos e muitas coisas dos Beatles.

Awnnn

Awnnn

Encontrei uma brasileira com passaporte italiano na fila para entrar no vôo e acabamos conversando. Era a segunda vez dela em Dublin, mas a primeira com o vermelhinho e ela pode confirmar o poder que ele tem.

Sobrevoar o Reino Unido foi LINDO demais, mas finalmente chegamos em Dublin. Diferente do Heathrow, no aeroporto de Dublin descemos direto pro chão e não por aqueles tubos até o área de desembarque.

Do alto

Do alto

Peguei a mala (a segunda a sair) e me dirigi a imigração. Tinha um monte de brasileiro na fila de países non-EU e só eu e a menina na fila de EU. Foi muito rápido, sem nenhuma pergunta e pronto, estou na Irlanda. Sem perguntas, sem comprovar curso, acomodação, seguro e blablabla.

Ireland!

Ireland!

Do aeroporto pegamos um ônibus pro centro da cidade e nos despedimos. Sai com mala e mochila na mão PROCURANDO o hostel. Depois de andar uns 30 minutos meio sem rumo (digo meio porque eu até sabia chegar, mas o Google Maps não é tão real assim), cheguei no Isaacs Hostel!

O hostel é lindo! Limpinho e cheio de turistas do mundo todo. Não ouvi português nenhuma vez.  No meu quarto tem um americano (que mora na Alemanha) e dois irish. Cheguei no Isaacs no sábado e já sai a noite (papo pro próximo post) com o americano e uma americana.

Resumindo, foi uma correria danada, mas tô bem e principalmente, feliz!

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4 comentários sobre “O poder do passaporte vermelho

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