O Porto

Depois de 4 dias maravilhosos em Lisboa, segui viagem rumo á Porto, ou ao Porto, como os portugueses dizem.

Como estou viajando e trabalhando, resolvi ficar uma semana inteirinha no Porto, assim poderia aproveitar bem a cidade sem precisar correr e nao teria problemas com o trabalho, o que se mostrou uma decisao muito sábia quando as coisas apertaram no trabalho e tive que fazer horas extras dois dias seguidos e mal pude sair do hostel.

Eu estava esperando uma semana de muito calor e praia, mas assim que cheguei, o tempo virou e a máxima que enfrentei foi de 26 graus, que em praias banhadas pelo Oceano Atlantico, nao é nada convidativo. Mesmo com o tempo meio ‘meh’ no quesito praia, o tempo estava quente e agradável.

Passeei bastante pela cidade, visitei a famosa Ponte D. Luís, que foi construída pelo mesmo arquiteto que construíu a Torre Eiffel e que corta o também famoso Rio Douro; visitei a Torre dos Clérigos; a Universidade do Porto; a Estacao Sao Bento; a Praca da Liberdade, o Palácio de Cristal; e tantas outras coisas.

Também visitei a Livraria Lello, onde J.K. Rowling inspirou-se para criar a Biblioteca de Hogwarts. J.K. morou alguns anos no Porto, enquanto era casada com um portugues, com quem a autora teve sua primeira filha, que nasceu no Porto. Depois do divórcio, ela voltou pro Reino Unido, instalou-se em Edimburgo, na Escócia, e escreveu os livros!

Também visitei o Museu Interativo ‘World of Discoveries‘, que explora as expedicoes portuguesas ao novo mundo, que foi um surpresa muito agradável e muito interessante!

Além de turistar pela cidade, aproveitei a minha semana pra sentar nos cafés da Rua das Flores, tomar cervejas por €1 e comer muitos pastéis de nata. Cheguei até a fazer uma drop-in class no CrossFit local pra queimar os pastéis de nata que comi.

Achei o Porto uma cidade incrível e nao vejo a hora de voltar! Das cidades portuguesas que visitei, o Porto seria a cidade onde eu moraria caso me mudasse pra Portugal. Me lembrou muito Bauru e Cardiff, grandes o suficientes pra nao serem pequenas e nao tao grandes como capitais.

Lisboa, o coração de Portugal

Em 2014, quando visitei Portugal pela primeira vez, eu estava em uma fase super focado no YouTube e ao invés de escrever vários posts, gravei um vídeo compilando a aventura toda e postei.

O vídeo de Portugal é um dos meus favoritos, mas sempre senti falta de pelo menos um texto mais detalhado sobre Portugal, especialmente sobre Lisboa. Daí a vida me trouxe aqui de novo e decidi nao decepcionar e escrever.

Contei aqui no blog que estou na reta final do meu mestrado e estou trabalhando no meu projeto final, cujo tema é ‘promoção da ideia de viajar dentro do Reino Unido para joves britanicos’. Ainda estou no comecinho, juntando informação e fazendo pesquisa, entao nao tenho muito o que falar. Além disso, estou trabalhando normal das 9-13, como de costume.

Saí de Cardiff dia 30 de junho e voeei direto pra Faro, no sul de Portugal. Lá passei apenas uma noite, aproveitei a manha do primeiro dia para andar pelo centro histórico e no meio da tarde do peguei o trem para Lisboa.

Cheguei em Lisboa de noite, me enfieei no metro e fui atrás do hostel. Graças a uma nova lei européia, agora podemos usar o nosso pacote de dados do país onde moramos na Europa toda e nao precisei sair caçando wifi pela cidade, entao chegar no hostel com Google Maps na mao foi super fácil.

Como eu já tinha visitado Lisboa em 2014, nao estava na pressao de visitar todos os pontos turísticos possíveis e pude curtir mais a vibe da cidade, prestar mais atenção ao meu redor, andar pela beira do Rio Tejo, tomar um café na Praca do Comércio, e claro, comer bem!

Meu amigo J. nunca tinha visitado Portugal e veio me encontrar em Lisboa, juntos fomos `a Belém, visitamos a Torre de Belém, comemos Pastel de Belém e visitamos o Padrao dos Descobrimentos. O mais legal de ir a um lugar pela segunda vez é poder compartilhar conhecimento e foi super legal explicar a história pra ele.

Mapa dos Descobrimentos

Dia 3 de julho foi meu aniversário e fomos celebrar minhas 28 primaveras em Sintra, onde andamos cerca de 5km morro acima pra visitar o Castelo dos Mouros, que eu nao tinha visitado da primeira vez.

Castelo dos Mouros

Acabei visitando também o famoso Oceanário de Lisboa, que sempre ouvi falar muito bem, mas que nao deu tempo de visitar da primeira vez. Achei o passeio incrível e voltei a ser crianca olhando os aquários e tirando fotos dos peixinhos e peixoes.

Lisboa é uma cidade incrível e muito, mas muito inclinada! É morro pra todo lado e andar pela cidade, é workout de perna dos bravos! Comer bem e barato é muito fácil, em toda esquina tem um restaurante servindo entrada, sopa, prato principal e café por cerca de €7 e os salgados, doces e pastéis de nata das pastelarias sao de deixar qualquer um doido!

Fiquei apenas 4 dias em Lisboa, mas foi o suficiente pra relembrar o quanto somos parecidos com os portugueses e como amo passar um tempinho em Portugal. De Lisboa, peguei o trem para o Porto, mas isso conto no próximo post.

Brexit: o futuro dos 3 milhões de cidadãos europeus no Reino Unido

Semana passada, Theresa May anunciou a oferta oficial resolvendo o ‘problema’ dos cidadãos europeus morando no Reino Unido. A PM declarou que, todos os 3 milhões de cidadãos europeus morando no Reino Unido vao poder ficar e manter os direitos que atualmente possuem, ou seja, poderao continuar trabalhando, vivendo e estudando no país sem precisar de visto.

A proposta divide os cidadaos UE em 3 categorias:

I) Aqueles que já estejam no Reino Unido por 5 anos ou mais: serao automaticamente reconhecidos como ‘settled’, um status que os iguala a cidadaos britanicos.

II) Aqueles que estao aqui por menos de 5 anos: continuarao usufruindo dos direitos atuais e assim que completarem 5 anos, poderao pedir o status de ‘settled’ também.

III) Aqueles entrando no país depois da data de saída: serao oferecidas um ‘grace period’ de 2 anos, ao fim do prazo, caso nao tenham um visto de trabalho, terao que se retirar.

O ‘setted’ status atualmente existe no Reino Unido e é como um Green Card americano, permite todos os direitos de um cidadao, mas nao se iguala a cidadania. Caso cidadania seja requerida, o processo é completamente diferente.

Porém, na proposta desenhada pela PM, os cidadaos europeus vao passar a ser administrados pelo Governo Local, nao mais pelo Governo Europeu e a Uniao Européia nao gostou muito.

Atualmente, segundo leis europeias, cidadaos europeus morando fora do seu país de origem sao administrados pelo Governo Europeu e nao Governo Local. Por exemplo, um britanico morando no Reino Unido é administrado pelo Governo Local, enquanto um espanhol é administrado pelo Governo Europeu. Britanicos morando no restando da UE, sao administrados pelo Governo Europeu, e assim vai.

Resumindo, quando no país de origem, administrado pelo Governo Local, quando no restante do bloco, administrado pelo Governo Europeu.

Pois bem, segundo o Governo Local do Reino Unido, um cidadao britanico casado com um nao-UE/UK, nao pode trazer o conjuge pro país se nao ganhar um ganhia X de dinheiro por ano, o que nao acontece com cidadaos europeus. Se eu, Ricardo, casar com alguém fora do bloco UE/UK, eu posso traze-lo pra cá sem problema, enquanto meus amigos britanicos, caso facam o mesmo, nao podem se nao ganharem X.

Outro ponto controverso na proposta do Reino Unido é que, depois de oferecido o status de ‘settled’, se o cidadao resolver sair do Reino Unido por um certo período de tempo (o governo ainda nao informou quanto tempo), esse status pode ser revogado, tornando os cidadaos europeus um espécie de reféms.

Eu, por exemplo, caso fique aqui por 5 anos ou mais, me torne ‘settled’, resolva me mudar pra Alemanha á trabalho e ficar lá por, vamos dizer, 2 anos, posso nao ser permitido a voltar pro Reino Unido. Coisa que hoje, eu posso fazer.

A Uniao Européia disse que a proposta foi um bom comeco para as negociacoes, mas que nao é boa o suficiente pois retira direitos que os cidadaos europeus atualmente possuem. O governo do Reino Unido disse que a proposta está feita e nao será revogada, mas pode ser negociada.

Pessoalmente, nao muda muito pra mim, pois nao tenho planos de morar aqui pra sempre e por ser um profissional qualificado, meu salário base é maior do que o pedido pelo Governo Local pra trazer um conjuge, se eu casar um dia. Porém, nao acredito que retirar direitos seja o melhor jeito de comecar uma negociacao desse porte, sem contar que isso afeta diretamente as pessoas que ganham o mínimo de £7.50, ou seja, a proposta prejudica o pobre.

Fim do segundo ano de mestrado

Estava olhando no ‘baú’ do blog e notei que postei muito pouco a respeito do mestrado por aqui. Escrevi uns tres posts sobre o assunto e nada mais. Dito isso, venho aqui me redimir e falar um pouco mais sobre o curso, sobre as minhas expectativas, sobre o que aprendi e principalmente, se indico o curso.

Pra quem está chegando agora, eu moro em Cardiff, no País de Gales, onde estou fazendo Mestrado em Com. Gráfica (MA in Graphic Communication) na University of South Wales. Comecei o curso em setembro de 2015 e, por estar cursando part-time, vou acabar em setembro de 2017.

O curso é dividido em 3 partes:

Parte I – 60 créditos de aula e projetos (setembro de 2015 / maio de 2016)
Cheguei a escrever dois posts no blog sobre essa primeira parte, aqui e aqui, onde contei um pouquinho sobre o curso e sobre os trabalhos que fiz.

Parte II – 60 créditos de aula e projetos (setembro de 2016 / maio de 2017)
A segunda parte do curso acabou semana passada, quando entreguei e apresentei o último projeto do curso.

Parte III – 60 créditos de trabalho final (junho a setembro de 2017)
Nao temos dissertacao pra escrever, mas sim um projeto final, chamado de Major Project. O tema do major é pessoal, ou seja, eu tenho que escolher um tema que me interesse e explorar esse tema visualmente. Pode ser qualquer coisa, contando que o resultado final seja visual e que eu tenha material suficiente pra explorar 60 créditos, claro.

Ao invés de banca de defesa, nós organisamos uma exposicao, onde os resultados finais sao apresentados a um grupo de ‘jurados’ da indústria. No momento que esse post foi escrito, eu nao faco a menor ideia do meu tema (prometo escrever um post sobre o major quando ele acabar).

Como nao preciso ir na universidade enquanto trabalho no meu major, resolvi repetir a aventura do ano passado e vou viajar. Trabalhar remoto me permite essa regalia e vou aproveitar, mas esse post nao é sobre isso. Se voce quiser saber pra onde eu vou, clique aqui.

Agora que já expliquei como o curso funciona e em qual etapa dele estou, hora de falar do curso em si.

Se comparado com minhas expectativas antes de comecar o mestrado, achei o curso fraco. Tive pouquíssimas aulas e dessas, menos ainda me foram de fato úteis e me ensinaram alguma coisa. Talvez pelo fato de o curso ter sido ‘desenhado’ pensando nos formandos da própria universidade, que diga-se de passagem, nao fazem o mestrado lá, ou pelo fato de termos um misto muito grande de recém-formados e pessoas com experiencia, o curso acabou deixando a desejar.

Expectativas de lado, aproveitei ao máximo e acredito que eu tenha evoluído e aprendido bastante, principalmente em relacao a técnicas de pesquisa, criacao e desenvolvimento. Sou formado em Publicidade e durante a graduacao, vi muito pouco de pesquisa aplicada a criacao e técnicas de criacao e desenvolvimento, enquanto no mestrado, tais técnicas estavam presentes em cada aula e cada projeto.

No total, o mestrado tem 7 módulos: tres na parte I, tres na parte II e um na parte II. Cada módulo explorou uma certa área do design gráfico (branding, editorial, web, motion graphics, prática profissional e estudo independente) e o conjunto de técnicas aplicadas a cada módulo.

Outro ponto interessante foi que durante o percurso do mestrado, fui ‘forcado’ pelo corpo docente a explorar mais as minhas solucoes e nao me fechar na primeira que encontrei. Também aprendi a vender o meu peixe com embasamento técnico, criativo e de pesquisa, pois cada projeto requeriu uma apresentacao diante de toda a classe, onde éramos bombardeados com perguntas e críticas.

Olhando pra trás, acredito que cresci muito, mas se eu soubesse que o curso seria do jeito que foi, talvez eu teria escolhido um curso um pouco mais academico, como o curso em Portugal, que eu rejeitei porque acreditei que o curso no Reino Unido seria melhor.

Anyway…

…at the end of the day, a British degree is a British degree.

Um dia na Suécia

Olhando na mapa, a Dinamarca parece uma Grécia invertida. Um pedacao de terra conecatado ao resto continente (fronteiro com a Alemanha) e um monte de ilhas, uma bem pertinho da outra. E é em uma dessas ilhas, que fica Copenhagen, capital do país.

A ilha onde fica Copenhagen fica bem perto do extremo sul da Suécia, onde fica a cidade de Malmo, terceira maior cidade do país. Como as duas cidades sao muito próximas e os dois países possuem relacoes ótimas (independente da UE), eles construíram uma ponte ligando Copenhagen á Malmo, trajeto que leva apenas 25 minutos de trem!

No 4o dia em Copenhagen, que por sorte estava super ensolarado (ainda frio da porra), resolvi, acompanhado de um grupo de 4 amigos indianos, pegar o trem e ir passar o dia na Suécia. Saímos de Copenhagen de manha e pegamos o trem, que saí do aeroporto, para a cidade de Malmo.

25 minutos depois, estávamos na Suécia! Malmo é uma cidade super charmosa, com cerca de 350 mil habitantes, mas com poucas atracoes turísticas. Passamos a manha toda lá, andando meio sem rumo e acabamos visitando o Castelo de Malmo, o famoso Torso (um prédio todo esquisito) e o Jardim Botanico, onde fica o Malmo Mill.

Almocamos em Malmo e seguimos viagemo rumo a Lund, uma cidadezinha de interior, que segundo os funcionários do hostel, é bem mais suéca do que Malmo. Ficamos impressionados com a beleza da cidadezinha, cheia de casinhas coloridas e ruas de paralelepípedo. É lá que fica uma das Casas do Rei, que mais parece uma igreja.

Lund

De lá seguimos até a cidade de Helsingborg, onde pegamos o barco pra voltar a Dinamarca. De Helsingborg dá pra ver perfeitamente a costa da Dinamarca, em Helsingor.

Suécia pra Dinamarca

A day-trip da Dinamarca pra Suécia é tao comum que eles criaram um ticket integrado só pra isso. O ticket de compramos, que nos custou 249 kr dava direito a fazer o trajeto saindo ou de Copenhagen de trem, ou de Helsingor de ferry e voltar pelo outro lado, fazendo uma volta completa, como no mapa abaixo.

Devido a quantidade de tempo que passamos indo de lugar a lugar, nosso dia na Suécia foi bem corrido. Foi super gostoso, estava ensolarado e super frio, mas foi corrido. Achei a Suécia ainda mais cara que a Dinamarca, coisa de centavos, mas mais cara.

De volta à terra dos Vikings: Copenhagen, Dinamarca

Viajar no feriado de Páscoa já virou tradição: em 2013 eu fui pra Belfast, em 2014 eu fiz um mochilão na costa oeste e norte da Irlanda, em 2015 eu viajei pra França, Holanda e Alemanha e em 2016, pra Praga.

Não podia deixar 2017 passar em branco e resolvi viajar também. A Ryanair ajudou e encontrei passagens pra Copenhagen, na Dinamarca, por um preço super camarada. Pesquisando sobre a cidade, vi que dava pra fazer um day-trip pra Malmo, na Suécia, e bati o marmelo! Dois países em uma viagem só, fechando o rolê Escandinávia/Terra dos Vikings.

To de costas pro sol, eu sei

Saí de Londres na sexta-feira santa e cheguei em Copenhagen por volta das 15h, de um dia nublado e bem feio. Copenhagen não é uma cidade gigante, então chegar no hostel foi super sussa. Como eu tinha 5 dias no total, resolvi sair sem rumo na sexta e sentir a cidade. Estava um frio do cacete, bem estranho pra meados de abril, mas tudo bem.

Voltei pro hostel por volta das 18h, jantei uma comida pronta de supermercado e aproveitei o happy hour do hostel (2 pelo preço de 1) pra fazer amigos. Sentar numa mesa com indianos, americanos, canadenses, australianos e espanhóis é uma das coisas que só um hostel te oferece, então tem que aproveitar (eu aproveitei todos os dias!)

Olha a pequena sereia aí, gente

No sábado, acordei cedo e a ideia era sair com a ‘lista’ de lugares pra ver nas mãos e ir ticando tudo, mas Thor não ajudou e o tempo estava feio, chovendo por bosta! Lá pelas 10h30, já entendiado até as tampas, resolvi ser corajoso e enfrentar a chuva, pelo menos até chegar nos museus. Enfrentei a chuva com sucesso e visitei o Museu Nacional da Dinamarca, que me custou 75kr (£9). Passei umas 3h lá dentro, porque o museu é muito interessante, especialmente o andar sobre os diferentes povos, culturas e religiões do mundo. É aquele choque de realidade de que o mundo não é apenas feitos de cristãos (sem contar que todas as outras religiões são bem mais bacanas).

De lá, ainda debaixo de chuva, segui até o Museu do Design, que é gratuito para estudantes. Se você não gosta de design, provavelmente você vai achar esse museu meio sem graça, mas se você curte, vai achar um prato cheio. Só acho que eles poderiam falar mais de outras áreas, não só design de cadeiras, marca registrada do design dinamarquês.

Museu do Design

Depois dos museus, a chuva já tinha passado e pude sair pra andar. Passeei pelo centro, conheci a Strøget Street, rua de comércio mais cumprida do mundo; visitei Nyhavn, o cartão postal de Copenhagen; visitei o Town Hall e a Dragon Fountain; e subi até o topo da Round Tower, onde pude ver Copenhagen do alto! Com algumas horas de luz do dia sobrando, fui bater a perna em direção à famosa estátua da Little Mermaid, que segundo fontes seguras (Wikipedia) é a segunda maior disappointing do mundo das estátuas. Ela é tão pitica!

Reservei domingo para o day-trip na Suécia, mas isso conto pro próximo post.

No 4o dia em Copenhagen, me rendi a outra tradição e fui visitar a cervejaria da Carlsberg! Assim como Guiness e Heineken, o tour é bem simples e mostra como a cerveja é criada e claro, dá direito a um pint no final! Passei a manhã lá, almocei e segui até a atração mais famosa de Copenhagen, o Tivoli Gardens.

O parque é tão incrível que inspirou ninguém menos que Walt Disney, em uma vista a Copenhagen, a crise algo parecido nos EUA, a Disneyland!

Um americano que estava no hostel, que também estava sozinho, quis me acompanhar e fomos os dois crianças grandes aproveitar o dia no parque de diversões. Não tinha filas e pude andar pelos menos 3 vezes em cada brinquedo, especialmente o The Dragon, uma montanha russa curtinha mas com dois super loops e o Vertigo, um kamikaze em formato de avião que vai tão rápido que é difícil respirar!

Passei a manhã do 5o e último dia, que estava super ensolarado, revisitando alguns pontos, como Strøget e Nyhavn, e andando pelo bairro de Christiania, que parece uma mini Amsterdam dentro de Copenhagen (com cheio de maconha e tudo!) Depois do almoço, peguei o trem pro aeroporto e o mais inesperado aconteceu, começou a nevar e foi assim, com pouquinho de neve, que me despedi da Dinamarca, esse país caro da porra, mas muito incrível.

Um mundo de oportunidades

Quase 9 meses se passaram desde que comecei a busca incessante de emprego em Cardiff e como até agora nao encontrei nada, fui obrigado a comecar a cogitar e explorar possíveis futuros pra mim, que infelizmente nao envolvem Cardiff.

O contrato da casa que moro no momento termina no dia 30 de junho desse ano, e a agencia está nos pressionando pra renovar o contrato para o próximo ano (1 julho 2017 / 30 junho 2018) desde novembro. Na minha cabeca, quando esse momento chegasse, eu já estaria trabalhando em Cardiff e nao teria problema em renovar o contrato. Aconteceu o contrário. Sem um emprego local, acho arriscado demais me comprometer a viver aqui até 2018 e decidi nao renovar.

Decidir nao assimar o contrato foi um decisao muito difícil, porque eu quero MUITO ficar em Cardiff. Sem contar que a casa que moro é boa demais pra perder, mas tive que ouvir a voz da razao e dizer nao. Com isso, um mundo de possibilidades se abriu. Livre do contrato, comecei a cogitar a possibilidade de procurar emprego em outras cidades do Reino Unido, da Europa e até mesmo voltar pra Dublin.

As aulas do meu mestrado terminam no final de maio, deixando os meses de junho, julho e agosto pra gente trabalhar apenas no projeto final, que nao exige presenca. Posso trabalhar nele de Cardiff ou da China, nao importa. Só preciso estar de volta em Cardiff no comeco de setembro, quando apresentaremos o resultado do projeto final em uma exibicao, que fecha o curso.

Com o fim das aulas, sem casa a partir do dia 30 de junho, e o fato de poder trabalhar no projeto final sem precisar estar em Cardiff, e claro, poder trabalhar remoto, resolvi fazer o que já deveria ter feito há tempos atrás…vou botar o pé na estrada!

Dia 30 de junho, é o meu último dia na minha casa em Cardiff, mas também é o primeiro dia da minha maior viagem da vida! Vou comecar por Faro, em Portugal, e passar pela Espanha e Franca, até chegar na Itália. A viagem termina em Roma, no dia 26 de agosto e como preciso estar em Cardiff nas duas primeiras semanas de setembro, vou ficar por aqui um pouquinho mais.

O que vai acontecer depois disso eu nao sei, mas estou ansioso pra descobrir!