Em busca do sucesso

Em setembro do ano passado, quando fiz aniversário de 1 ano em Cardiff, postei aqui no blog, e disse que eu estava procurando emprego e que sentia falta da vida de escritório. Pois bem, estamos no fim de fevereiro e a busca continua.

Já fiz uma porrada de entrevistas, cheguei até a dizer nao pra uma vaga que, mesmo sendo na área de design gráfico, nao era muito meu perfil e continuo na mesma, trabalhando remoto pra empresa da Irlanda. Que diga-se de passagem, é um emprego maravilhoso! Eu amo meu trabalho e amo a empresa pra qual trabalho. De verdade! Decidi correr atrás de outro porque depois de refletir bastante sobre o rumo que minha vida está tomando, quis retomar as rédeas.

E é nesse ponto que esse texto comeca a fazer sentido.

Desde que essa busca por emprego comecou, eu tenho me sentido um fracasso, um verdadeiro impostor! Foram tantos naos, tantas rejeicoes, tantos emails nao respondidos, que comecei a repensar a minha vida toda. Será que escolhi a profissao certa? Será que eu sou bom no que faco? Porque diabos estou fazendo um mestrado em uma área que tem tanta gente MUITO MELHOR do que eu? Será que já cheguei no ápice da minha carreira e daqui pra frente é só ladeira á baixo?

Além de todas essas questoes, estar de volta dentro de uma universidade é uma bencao e uma maldicao. Uma bencao porque estou aprendendo, estudando e me desenvolvendo mais, mas também é uma maldicao porque é impossível nao se comparar com a galera de 20/21 anos se formando, que já saem da faculdade melhor ou no mesmo nível que eu e vao concorrer ás mesmas vagas comigo.

Quando me mudei pra cá e encasquetei que queria um emprego, meu motivo era bem simples: sentia que minha carreira nao iria progredir mais na empresa que estou e que, se eu quisesse crescer, teria que mudar de ares. E continuo pensando assim.

Mas, e se a vida está me dizendo “nao, voce está errado! Fique onde voce está porque lá fora voce nao tem vez!”?

Conheco pessoas, mais novas e na mesma faixa etária que eu, que estao abrindo empresas, contratando pessoas e penso “eu nunca poderia ser um empresário”. Vejo pessoas sendo contratadas pra trabalhar em empresas grandes, estúdios importantes e penso “isso nunca vai acontecer comigo”. Vejo pessoas investindo na compra da primeira casa, casando, tendo filhos e penso “nao sei nem onde vou morar em 6 meses”.

Há uns dias atrás, em um dia particularmente forte no quesito WTF AM I DOING WITH MY LIFE?, comecei a conversar com um amigo e, gracas a algumas perguntas chave que ele fez, acabei citando algumas de minhas conquistas – que é por si só um feito, porque eu odeio falar de mim dessa maneira. Se tem uma coisa que eu nao quero me tornar nessa vida, é um cara cheio de si mesmo, “se achao” e na minha cabeca, ficar contando, mostrando, compartilhando trófeis e conquistas, é ser esse cara.

Porém, tempos difíceis requerem solucoes difíceis e pra acalmar minha alma, comecei a listar todas as coisas que conquistei até agora, uma a uma.

Ao terminar a lista, olhei pra minha vida e pra minha história com um olhar diferente. Talvez, algumas pessoas olhem pra mim do mesmo jeito que eu olho tantas outras. Afinal, a grama do vizinho é sempre mais verde.

Daqui pra frente, vou tentar me cobrar menos e relaxar mais. Continuarei procurando emprego, mas nao apenas em Cardiff. Continuarei fazendo o meu trabalho da melhor forma que posso. Vou aproveitar mais do fato de trabalhar remoto e viajar mais. Vou focar minhas energias na reta final do mestrado e o mais importante, vou me amar mais.

Chipre, a Ilha de Afrodite – parte II

Agora que voce já sabe onde o Chipre fica e aprendeu um pouquinho sobre a situacao política do país, vamos falar de atracoes turísticas e coisas pra ver e fazer? Vamos!

Nós chegamos em Paphos, cidade no oeste da ilha, por volta das 18h da tarde do sábado, mas até pegar o onibus do aeroporto (apenas €1.50) e chegar no hotel, já passava das 20h da noite. Tudo que a gente queria era comida, banho e cama.

Como eu tinha que trabalhar 4 horas por dia e o Chipre fica 2h á frente da Irlanda/Reino Unido, eu nao podia sair desbravando tudo de uma vez. Tinha que ver um pouquinho de manha, voltar pro hotel pra trabalhar, depois voltar a bater perna. Nesse esquema, domingo foi o único dia que passamos o dia todinho fora batendo perna e turistando.

Ficamos hospedados em um hotel resort, de frente pra praia, e cerca de 20 minutos de caminhada de duas das atracoes turísticas mais famosa de Paphos, o Castelo de Paphos e o Parque Arqueológico de Paphos. Levantamos cedo no domingo e fomos visitar o primeiro da lista, o castelo. Que nao é bem um castelo, mas sim um forte construído no século XVI e que nao é muito impressionante. Pagamos €2.50 pra entrar, admiramos a bela paisagem da praia lá do alto e tiramos algumas fotos.

Castelo de Paphos

Castelo de Paphos

Já o Parque Arqueológico, que custou apenas €4.50, é impressionante! Logo ao entrar, já me senti na Acrópolis, de Atenas. Isso porque o Parque Arqueológico tem a mesma “pegada” da Acrópolis, é uma área aberta grande e que preserva várias ruínas dos tempos gregos e romanos. É lá que ficam as impressionantes Casas de Dionísio e Aeon, que preservam mosaicos desenhados há mais de dois mil anos atrás. Pra quem ama mitologia, (como eu) é emocionante demais!

Casa de Dionísio - mosaíco antigo da porra

Casa de Dionísio – mosaíco antigo da porra

Outra coisa incrível foi o Saranta Kolones, ruínas de um castelo construído pelos Otomanos, logo no comeco do reinado sobre a ilha. Tudo que sobraram foram ruínas e um arco, que se parece muito com os arcos romanos de Rimini.

Saranta Kolones

Saranta Kolones

Com algumas horas sobrando no domingo, e com um clima super ensolarado, resolvemos enfrentar uma longa caminhada até as Tumbas dos Reis, uma outra área de ruínas, há cerca de 1 hora de caminhada do Parque Arqueológico. Chegamos lá quase no fim da tarde, o que fez a visita ser ainda mais especial, porque o sol estava mais baixo e iluminando tudo lindamente. Lá, nós aprendemos que nenhum rei foi enterrado nas tais Tumbas dos Reis, mas sim muitos lordes ricos e importantes, que gabavam-se realeza.

Tumbas dos Reis e eu!

Tumbas dos Reis e eu!

Voltamos pro hotel super cansados, já na hora do jantar, que de certa forma foi a única coisa ruim dessa viagem. Nao estou dizendo que a comida era ruim, porque nao era! A comida era ótima, porém britanica demais pro meu gosto. Nao tinha nada muito diferente e acabei passando 5 dias lá sem provar nada da culinária local, nem mesmo um queijinho Halloumi. Como estávamos pagando o sistema all inclusive, nao queríamos comer fora e abrimos mao das delícias locais.

Na segunda-feia, acordamos cedo de novo, tomamos um café-da-manha super reforcados e fomos conhecer o centro da cidade, que ficava há uns 40 minutos de caminhada do hotel. O centro nao tinha nada demais, centro de cidade comum, cheio de lojas e com muita coisa em reforma.

Como já tínhamos visitado as atracoes históricas de Paphos, aproveitamos a tarde de segunda, depois do trabalho, pra ficar andando pela costa mesmo. O mar do Chipre é lindo demais, uma água transparentíssima e que, mesmo no meio do inverno, estava numa temperatura agradável.

Praia de frente pro hotel

Praia de frente pro hotel

A manha de terca-feira foi, sem dúvida, o ponto alto da viagem ao Chipre! Levantamos super cedo, pegamos o primeiro onibus e fomos conhecer a famosa Rocha de Afrodite!

Na mitologia grega, Afrodite é a deusa do amor, da beleza e do sexo. Segundo a lenda, ela nasceu dos genitais de Urano, pai dos deuses, que foi castrado por Cronos, seu filho mais velho. Depois de castrá-lo, Cronos jogou as “partes” do pai no mar, que borbulharam ao entrar em contato com a água. Das bolhas, Afrodite emergiu.

Como Cronos era bem forte, as “partes” chegaram no Chipre e o primeiro pedaco de terra que a deusa do amor pisou, foi a ilha, mais precisamente, na costa oeste, perto de Paphos. Pra marcar presenca, ela deixou uma pedra enorme por lá. Desde entao, o Chipre é conhecido como a Ilha de Afrodite.

Rocha de Afrodite

Rocha de Afrodite

O resto da viagem foi bem simples: role na costa, cerveja na praia e coquetéis na piscina.

Chipre, a Ilha de Afrodite – parte I

Comecei a trabalhar remotely logo que me mudei pra Cardiff, em setembro de 2015, porém só fiz a minha primeira viagem com o laptop á tira colo em junho de 2016, quando fui pra Itália. O motivo de nao – literalmente – viver com o pé na estrada é um só: o mestrado.

Cerca de duas semanas atrás, fui convidado pelo meu amigo J. – que tinha uma semana de férias programada no trabalho e queria viajar – a ir viajar com ele. Aceitei o convite e, gracas a EasyJet Holidays, encontramos um deal ótimo pra ir pro Chipre. Por apenas £249 por pessoa, reservamos voos de ida e volta, estadia em hotel 3 estrelas e o melhor, no estilo all-inclusive! Se voce nunca ouviu falar do Chipre, ele é um país-ilha entre a Turquia e o Egito, bem no meio do Mar Mediterrâneo.

Chipre (Cyprus) - ponto vermelho

Chipre (Cyprus) – ponto vermelho

A ilha de Chipre, como todo país europeu, é riquíssima no quesito história. Devido a sua proximidade com a Grécia, o Chipre sempre esteve envolvido nos affairs do Império Grego – falam a mesma língua, possuem costumes parecidos e compartilham da mesma mitologia.

Depois dos Gregos, a ilha foi tomada pelos Romanos, que governaram por muitos séculos, até a chegada dos Otomanos (hoje Turquia), que governaram até 1878, quando a ilha passou a ser governada pelo Império Britanico, da qual tornou-se independente em 1960, criando a moderna República do Chipre.

Os anos de independencia nao duraram muito, nao. Em julho de 1974, a ilha foi invadida novamente, dessa vez pela Turquia. Os turcos invadiram a ilha pelo lado norte, parte mais próxima á Turquia, e devido ao exército fraco do Chipre e da Grécia, que veio socorrer a ilha-irma, eles lá permaneceram. Do dia pra noite, a ilha foi divida entre norte e sul, turca e grega, e assim ela está até hoje.

Em 2002, quando o Chipre comecou a negociar sua adesao a Uniao Européia, cogitou-se a hipótese de reunificar a ilha. O projeto conseguiu o apoio da ONU, dos governos grego e turco, e também dos Estados Unidos. Em 2004, quando a ilha enfim juntou-se a UE, o governo turco arreou e nao cedeu controle, deixando apenas a parte grega da ilha entrar na UE.

Hoje, a parte sul, ou a República do Chipre, faz parte da UE e usa o euro como moeda oficial, enquanto a parte norte, ou República Turca do Norte do Chipre, continua ligada á Turquia e usa a lira. A imagem abaixo mostra perfeitamente onde os territórios se dividem.

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Pra compensar essa história turbulenta, a ilha do Chipre é um lugar incrível! Eu nao pude deixar de notar as semelhancas da ilha com coisas que vi na Grécia e em Malta, mas isso é devido ao fato deles todos serem geograficamente próximos.

Tá, e o que tudo isso tem a ver com a deusa Afrodite?

Diz a lenda que Afrodite nasceu na Ilha do Chipre, mas precisamente na cidade de Paphos (círculo vermelho no mapa acima), mas essa estória – e tudo que fiz por lá – fica pro próximo post.

4 anos fora de casa

Se nao fosse pelo Facebook Memories, eu nao teria me ligado que hoje, 2 de fevereiro de 2017, faz quatro anos que saí de casa pra passar um ano fora.

Ao invés de escrever um texto sentimental e cheio de cliches, dessa vez eu vou dividir algumas estatísticas e fatos que aconteceram comigo nesses 4 anos.

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Em 4 anos, eu:

• Visitei 24 países diferentes (todos na lista ‘Destinos’ do blog)
• Visitei 4 continentes (América do Sul, América do Norte, Europa e África)
• Visitei mais de 40 cidades diferentes
• Visitei 2 estados americanos
• Fui ao Brasil 3 vezes pra visitar a família
• Conheci mais um estado brasileiro (agora sao 5)
• Fiz check-in em mais de 30 aeroportos
• Fiz 3 mochiloes (mais de 3 destinos na mesma viagem)
• Fiz amizade com pessoas de vários países diferentes
• Fiz 5 tatuagens novas
• Vi os frutos do meu trabalho cruzarem fronteiras internacionais
• Dei uma palestra em ingles pra cerca de 50 pessoas
• Morei em 3 países (Irlanda, País de Gales e Itália)
• Morei em 4 cidades (Dublin, Sligo, Rimini e Cardiff)
• Morei em 7 casas diferentes
• Aprimorei meu ingles e tirei 7.5 no IELTS
• Comecei um mestrado em Design Gráfico
• Comecei a estudar italiano pra valer
• Escrevi mais de 400 posts aqui no blog
• Ganhei quase mil inscritos no YouTube
• Aprendi a andar de skate
• Aprendi a cozinhar pelo menos umas 10 receitas (bem feitas!)

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Nunca saberei ao certo, mas acredito que se eu nunca tivesse saído do Brasil, eu nao teria tido a oportunidade de vivenciar nem 1/3 dessa lista. E é isso que me dá forcas pra continuar vivendo fora, porque se eu for fazer uma lista de ‘coisas que eu perdi por estar morando fora’, ela seria MIL VEZES maior.

Que venham os próximos 4.

Relembre: 1 ano fora, 2 anos fora e 3 anos fora.

O Mundo Mágico de Harry Potter em Orlando – parte II

Já leu a parte I? Se nao, corre lá!

Surpreendentemente, nao teve fila nenhuma pra cruzar King’s Cross e chegar na Plataforma 9 3/4, e em menos de 15 minutos, estávamos sentadinhos dentro de uma das cabines do trem, que apitava e anunciava partida.

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O trem anda de verdade, mas ao invés de vermos a jornada pela janela, a gente assiste a um filme, saindo de King’s Cross, passando pelo centro de Londres, pelo interior, pelos rios da Escócia e finalmente, chegamos em Hogsweade, onde avistamos Hogwarts no horizonte, depois do lago, exatamente como no filme.

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Desembarcamos em Hogsmeade, que foi re-criada, assim como o Beco Diagonal, com toda a perfeicao possível. Logo ao desembarcar, avistamos o pub Tres Vassouras, que tem uma vista incrível de Hogwarts, ao fundo. Lá comemos uma tal de perna de peru defumada que, gente, era muito grande!

Roubada do Google, porque a foto tava muito grande e nao tirei foto

Roubada do Google, porque a foto tava muito grande e nao tirei foto

Almocados, continuamos nossa aventura passeando pelas ruas de Hogsweade. Hogsmeade nao é tao interativa quanto o Beco Diagonal, mas tem bastante coisa pra ver. Antes de irmos a Hogwarts, a gente foi na montanha-russa ‘Uma Jornada Proibida’, que foi sensacional!!! Depois dela, finalmente subimos a ladeira em direcao á Hogwarts.

Hogwarts é incrível! Eu imaginava que somente o exterior era perfeito, mas nao, o interior também é. O castelo todo foi desenhado pra que a experiencia comece logo no comecinho da fila. Sao vários quadros espalhados pelos halls, várias estátuas, várias salas. Conforme a fila anda, os quadros se mexem e conversam entre si. Passa-se pelas estátuas dos fundadores de Hogwarts, pelo quadro da Mulher-Gorda, pela entrada do escritório do Dumbledore. Como a fila estava andando rápido demais, teve coisa que quase passou batido pelos meus olhos. Parece besteira, mas queria ter ficado mais tempo nessa fila!

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Depois de uns 10 minutos andando pelos corredores de Hogwarts, chegamos no topo e embarcamos na montanha-russa que tem lá dentro. Como quase tudo no parque, a montanha-russa é interativa e passa um vídeo sobre Hogwarts no comeco e depois, sao vários loopings e giradas doida lá dentro, no escuro! Foi incrível demais!

Depois de ver tudo relacionado a Harry Potter, aproveitamos pra conhecer as ilhas de Jurassic Park, que foi maravilhosa demais, de Simpsons, Shrek e também a mais nova atracao do parque, a ilha do King Kong, que diga-se de passagem foi o único lugar que enfrentamos fila, cerca de 1h40.

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Ao sair do King Kong, por volta das 5h da tarde, 2h antes do parque fechar, tivemos que seguir caminho rumo ao aeroporto. Confesso, queria ter ficado mais e ter visto as outras atracoes também, principalmente a ilha da Marvel, mas nao deu. Vou ter que voltar, porque um dia só é pouco demais.

Eu queria muito, mas muito mesmo ter registrado tudo isso em vídeo, mas como nao podíamos entrar em atracao nenhuma com camera e estávamos de olho no relógio, acabei deixando a camera de lado e só tirando fotos com o celular.

O Mundo Mágico de Harry Potter em Orlando – parte I

Se tem uma coisa que eu nao nego nessa vida, é que sou um #PotterHead. Além dos livros e filmes, que guardo com todo o coracao e que já li, re-li, assisti e re-assisti inúmeras vezes, também possuo um monte de cacarecos relacionados ao universo do bruxinho, entre eles varinha, bonecos, cadernos, camisetas, revistas e até um cachecol da Grifinória!

Durante a adolescencia, essa febre Potteriana era bem mais forte, mas com o passar dos anos ela foi diminuindo e hoje eu já consigo passar em uma loja que vende itens relacionados a série e, se nao tiver podendo, apenas admirar e sair de maos abanando, coisa que era impossível entre os 14-21 anos.

Quando me mudei pra Irlanda, enfiei na cabeca que minha primeira viagem seria exclusivamente relacionada á Harry Potter e partí num ‘Harry Potter Tour’ pelas ruas de Edimburgo, na Escócia e em Londres, na Inglaterra. Escrevi tudo aqui no blog, incluindo detalhes sobre a atracao mais incrível, a visita ao Warner Bros Studios.

Estacao King's Cross

Estacao King’s Cross

Em 2014, fiz uma tatuagem pra celebrar o meu amor pela série e vou pra sempre levar o Harry comigo em forma de raio no meu dedo. Quando ‘Harry Potter and the Cursed Child’ foi anunciado, fui um dos primeiros sortudos a comprar ingresso pra ver a peca e, em julho de 2016, assisti ao espetáculo de mais de 3h de duracao contando a história 19 anos depois. Privilégio de poucos e, com toda a certeza, momento mais especial do meu 2016.

Mas a cereja do bolo mesmo, ainda estava faltando. Faltava visitar ‘O Mundo Mágico de Harry Potter’ em Orlando, que desde 2010, está na minha bucket list. Sempre muito realista, nao tinha planos de ir vistar tao cedo, mas gracas ao Skyscanner, encontrei passagens pro Brasil com uma longa conexao em Orlando e comecei a estudar a hipótese.

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Orlando é casa para vários parques temáticos, incluindo Disney World, Wet’n’Wild e SeaWorld, mas relacionados a Harry Potter só tem dois, o Universal Islands of Adventure, onde ficam Hogwarts e Hogsmeade, e o Universal Studios, onde ficam o Beco Diagonal e King’s Cross, incluindo a Plataforma 9 3/4, onde se é possível embarcar em um trem de verdade e cruzar de um parque a outro!

Com os voos já reservados, analisei a situacao e cheguei a conclusao de que, 12 horas de conexao em Orlando, eram sim suficientes pra conhecer os dois parques (Universal Studios e Islands of Adventure) e voltar pro aeroporto a tempo de pegar o voo pra Sao Paulo. Consegui convencer dois amigos americanos, que conheci em Sligo, mas que moram em Tampa, na Flórida, a irem comigo e fomos.

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Eles me pegaram no aeroporto de Orlando por volta das 8 da manha, e meia-horinha de estrada depois, estávamos na entrada do Universal Studios.

Era uma segunda-feira de manha e o parque nao estava lotado, mas como tínhamos uma missao em mente, nao nos deixamos abater pela quantidade incrível de atracoes disponíveis. Seguimos direto para o Beco Diagonal. Tudo foi criado exatamente como nos filmes, e como já estive no Warner Bros Studios, nao pude deixar de comparar. Em Londres, a gente só ve a parte externa das lojas, já em Orlando voce pode entrar em cada uma das inúmeras lojinhas, incluindo Olivaras Varinhas, Irmaos Wesley Joke Shop, Pet Shop e até a Borgin & Burkes!

Armário que o Draco usou pra trazer os comensais pra Hogwarts

Armário que o Draco usou pra trazer os comensais pra Hogwarts

Bem no meio do Beco Diagonal fica o incrível Banco de Gringotes, com um dragao branco enorme no topo, cuspindo fogo de verdade a cada 5 minutos. É no Banco de Gringotes que fica o único brinquedo do Beco Diagonal, uma montanha-russa chamada ‘Escapada de Gringotes‘. Infezlimente, nao pode levar camera, entao nao teve fotos. A fila estava super curta e em coisa de 15 minutos, já estávamos sentadinhos no carrinho.

Ele solta fogo de verdade!

Ele solta fogo de verdade!

Depois da aventura no banco, seguimos entrando em cada lojinha e por volta de quase meio-dia, morrendo de fome, resolvemos ir pra Plataforma 9 3/4, pegar o trem pra Hogwarts e almocar no Tres Vassouras, mas essa parte fica pro post II.

Florianópolis, a Ilha da Magia

Até os meus 20 anos, eu só conhecia o estado de Sao Paulo. Bauru (duh), várias cidades do interior, a capital e algumas praias do litoral. Quando completei 21, fui visitar um amigo em sua cidade natal, Curitiba, no Paraná. Foi minha primeira viagem inter-estadual, fui de busao e OMG como demorou pra chegar lá. Com 23, pouco antes de sair do Brasil e embarcar pra Irlanda, fiz um cruzeiro com uns amigos e conheci mais dois estados: Rio de Janeiro e Bahia.

Daí fui pra Irlanda, vim pro País de Gales e toda vez que conheco uma pessoa nova, tenho que passar pela ~vergonha~ de dizer que conheco mais da Europa do que do Brasil. Cansado dessa realidade, fiz um pacto comigo mesmo e resolvi que toda vez que eu for visitar minha família no Brasil, vou também fazer uma viagem por lá e conhecer um estado novo. Desse jeito, nao deixo de passar tempo de qualidade com eles e aproveito pra conhecer mais meu lindo país.

Como eu já havia comprado passagens para o Brasil há meses atrás, resolvi botar essa resolucao de vida em prática e, meio que sem consultar a família, reservei voos para mim e minha mae para visitarmos Florianópolis, capital de Santa Catarina.

Vista de um dos mirantes da ilha

Vista de um dos mirantes da ilha

Quando contei pra minha mae do feito, ela ficou tao feliz que acabou contagiando meu irmao também, que resolveu ir junto com a gente.

Voamos de Sao Paulo, na manha do dia 4 de janeiro, e voltamos na tarde do dia 8. Se pudesse, eu teria ficado muito mais, mas quando reservei as passagens utilizei minha mentalidade européia e achei que 4 dias seriam suficientes. Ledo engano, deveria ter ficado no mínimo uma semana.

Piscinas Naturais Barra da Lagoa

Piscinas Naturais Barra da Lagoa

Alugamos um carro no aeroporto mesmo e com a ajuda do Google Maps, rodamos a Ilha da Magia, como é conhecida pelos locais, inteirinha. Ficamos em um hostel bem família, na Praia do Campeche, mas só íamos lá pra dormir, porque passávamos o dia todo passeando pela ilha.

Floripa tem muita, mas muita coisa legal mesmo. Tipo, demais. Tem a Lagoa da Conceicao, a Lagoa e o Parque do Peri, Projeto Tamar, Projeto Lontra, matas e montanhas, mercadao municipal, dunas, Piscinas Naturais rodeadas por pedras, uma vilinha portuguesa super charmosa, e claro, muitas praias lindas.

Depois de 4 dias em Floripa, entendi porque a cidade é tao querida e tao disputada. Além de muito linda, seus habitantes sao muito educados e hospitaleiros. Já quero voltar!

Familia reunida <3

Familia reunida ❤